No Dia Mundial do Orgasmo, sexóloga dá dicas para “chegar lá”

Dizem por aí que é “impossível” explicar um orgasmo. Para saber como é, só sentindo. Mas… sabia que nem todo mundo consegue “chegar lá”? Por isso, nesse 31 de julho, quando se comemora o Dia Mundial do Orgasmo, conversamos com a sexóloga Eliana Abreu para tirar as dúvidas mais comuns relacionadas ao tema e, por quê não (?), algumas dicas que precisam ser compartilhadas.

Para a especialista, o orgasmo ainda é uma dificuldade e “tabu” para muita gente por ser visto como uma “meta obrigatória” a ser alcançada. “Quando a pessoa não o atinge, culpa o(a) parceiro(a), sente-se diminuído e incompetente, mas o orgasmo é individual. Não está no órgão sexual do outro”, explica.

Ela diz, ainda, que existem vários tipos de orgasmo: clitoriano (preferência feminina), vaginal, anal e até pelos mamilos. “É importante saber que o clímax pode ser despertado em várias regiões do nosso corpo, que é repleto de pontos de erotização”, afirma Eliana.

Para quem tem dificuldade, ou até mesmo nunca teve um “ápice do prazer” a sexóloga indica alguns “truques” para que o orgasmo seja viável sem a ajuda de uma parceria, necessariamente. “Vale se tocar (masturbação), fantasiar e até usar técnicas de relaxamento. Tudo isso estimula o desejo sexual e inibe a ansiedade, facilitando a sensação do orgasmo”.

Se, ainda assim, a pessoa continuar com dificuldade, talvez seja a hora de buscar ajuda profissional. “A terapia sexual é o caminho para a saúde sexual, pois as crenças irracionais dão lugar aos pensamentos positivos”, conclui Eliana.

Se tiver alguma sugestão, história ou curiosidade, mande um e-mail para sexon@aratuonline.com.br.

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‘Prazer anal’: sexóloga fala sobre tema que ainda é tabu; assista

“‘Eita’, tabu, né?!”, questionou, bem humorada, a sexóloga Cris Arcuri, questionada sobre a possibilidade real de uma pessoa sentir prazer no sexo anal. “O ânus é uma zona erógena. Claro que pode não acontecer para todos, pois os corpos não são iguais”, explicou Cris.

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A especialista ressaltou, ainda, que o importante é sempre usar camisinha e um lubrificante a base de água, pois tanto o pênis quanto o ânus não têm lubrificação excessiva.

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“Não é só nas partes genitais”, diz especialista sobre orgasmo; veja vídeo

“Não tenho certeza se já tive orgasmo vaginal. Como saber?” – Esta foi a pergunta de uma das leitoras do SexOn, respondida pela sexóloga Cris Arcuri. No vídeo, a especialista explica que “o orgasmo é a resposta do auge de excitação para o nosso cérebro” e que não precisa ser apenas nas partes genitais.

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O questionamento da leitora não é tão incomum, por incrível que pareça. Inclusive, uma pesquisa intitulada “Mosaico 2.0”, realizada em 2016, pela USP, mapeou o comportamento sexual dos brasileiros e apontou que 55% das mulheres do país ainda enfrentam dificuldades de atingir o orgasmo. As causas são diversas, mas, das 1.470 entrevistadas, 67% responderam que têm dificuldade para se excitar e 59,7% sentem dor na relação.

A pesquisa foi coordenada ela psiquiatra Carmita Abdo, do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e ouviu 3 mil pessoas, ao todo.

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