Orange is the New Black: as poderosas mulheres de Litchfield!

por Enoe Lopes Pontes

Um mega cliffhanger encerra a quarta temporada de Orange is the New Black, daqueles que fazem o espectador contar cada dia no calendário para descobrir o que pode acontecer. São muitos anos acompanhando essas mulheres tão fortes e intensas que estrelam a série da Netflix. Entregar para o público um novo arco com dignidade era o mínimo que os envolvidos poderiam fazer, após realizar a melhor fase do seriado em 2016.

Pois bem, o suspense encerra-se e descobre-se enfim o que ocorreu depois de Daya (Dascha Polanco) apontar a arma para o detestável policial Thomas Humphrey (Michael Torpey). Os treze episódios se passam nas próximas 72h das detentas de Litchfield, buscando justiça pela morte de Poussey (Samira Wiley) e reivindicando por melhorias dentro da prisão. Essa arriscada estrutura de poucos dias, porém recheados de acontecimentos, não cansa o espectador, pelo contrário, garante a fama da Netflix de não deixar que ninguém consiga parar de maratonar uma série.

A complexidade das personagens chega ao ápice, pois todas as mulheres em destaque são mostradas sem maniqueísmos, com falhas e acertos, com muita inteligência e ideias profundas, indo além do que a sociedade pode muitas vezes supor como feminino. No auge de uma situação extremamente complicada, todas lutam do jeito que sabem para sobreviver ao caos.

Este, o caos, também é bem orquestrado. Apesar de muitas ações em um curto espaço de tempo, o roteiro não se perde e consegue amarrar bem as ideias em cada capítulo, deixando pequenos cliffhangers para o próximo episódio. Não há enganação. O público deseja saber qual será o fim da rebelião, mas fica muito claro que a temporada inteira irá se basear nisso, o que causa no espectador a mesma sensação que as presidiárias sentem. Angústia, com doses bem medidas de ação, sem diálogos expositivos, é preciso olhar com atenção para cada mulher na tela, pois ela pode ser a chave para o fim dos conflitos.

As atrizes também são um destaque da quinta temporada. Todas demonstraram amadurecimento em seus papéis, mas o destaque dessa vez vai para Danielle Brooks, a Taystee Jefferson. O caminho que a artista escolheu para expor o luto da personagem foi certeiro, conseguindo mesclar expressões de mágoa e dor, porém astúcia e poder de liderança para encarar as consequências de suas ações. Em seus olhares profundos para a câmera e para as colegas de prisão, o público enxerga verdade e uma fé cênica inabalável.

Nestes novos episódios, Taystee é a protagonista e Brooks soube aproveitar cada segundo na tela, sem desperdiçar gestos, trazendo novas entonações de voz –  antes mais leves e brincalhonas – e agora cobertos de posicionamento firme e um forte amadurecimento. Os resultados alcançados pela persona na trama importam menos do que sua trajetória. Se o olhar recai para o caminho trilhado por Jefferson, nota-se a evolução da personagem.

Por fim, outro fator positivo é a força do patriarcado que busca oprimir a força das mulheres, mas não sem muita luta. A sensibilidade da direção conta muito nesta hora. A câmera passa cuidadosamente pela mulheres em horas de luta e nos momentos de dor como, por exemplo, (SPOILER ALERT, NÃO CONTINUE SE NÃO ASSISTIU!!!) quando os policiais entram em Litchfield e encontram uma Soso (Kimiko Glenn) resoluta, firme de que não quer abandonar a biblioteca feita em memória de Poussey. Num contra plongê, olhamos para a personagem com carinho e admiração, por mais chata que ela possa parecer, ela sabe protestar e não sai sem resistir, sendo carregada pelos oficiais.

São nesses toques que mesclam brutalidade e leveza que Orange is the New Black consegue capturar a essência da força feminina, a luta diária para com o sistema e a importância da união entre as mulheres. Quando juntas, elas podem fazer o que quiserem! Ainda que a quinta temporada não seja a melhor de todas, o posto ainda fica com a sua anterior, os novos episódios são bem feitos, conseguem segurar a onda de narrar 72h em 13 capítulos, traz interpretações de encharcar os lencinhos e deixa, mais uma vez, o público ansiando por mais, com um novo e tenso cliffhanger.

Santa Clarita Diet – a comédia mais desconfortável e sem graça que você já viu

por Enoe Lopes Pontes

Drew Barrymore em um seriado da Netflix sobre zumbi e assassinatos em um subúrbio dos Estados Unidos, tudo isso em um clima de humor sombrio? Parece uma premissa extremamente instigante e curiosa por condensar gêneros distintos, uma atriz já tão conhecida no cinema e uma empresa que produz séries populares. Porém, a qualidade de Santa Clarita Diet para por aí.

 

Criada pelo produtor Victor Fresco (Meu nome é Earl), o seriado conta a história de uma família comum, de um bairro de classe média estadunidense, que um dia precisa lidar com o fato de que a progenitora, Sheila (Barrymore), virou um zumbi. Para introduzir o público para esta realidade a narrativa conta com doses generosas de escatologia gratuita usada apenas para provocar a graça. A quantidade de vômito que a “mamãe zumbi” despeja no piloto é imensa e totalmente desnecessária porque o efeito cômico não cola, justamente por parecer forçado e bobo.

Falando no piloto, este é o mais sofrível, pois ele é o que mais segue a lógica do nojento exagerado, porém não é somente isso. O primeiro episódio não tem ritmo, os atores principais (Drew Barymore – mãe, Timothy Olyphant – pai; e Liv Hewson – filha) não tem dinâmica, muito menos química e deixam o texto morrer em cada fala e isso faz com que cada ator que comece a dizer o texto precise recuperar o fôlego o tempo inteiro. A narrativa do 01×01 também não favorece os artistas. Os diálogos e as imagens são muito expositivos em diversos momentos, como na cena em que eles mostram Sheila comendo a carne crua e “dando uma aula” do porquê está fazendo aquilo.

 

Apesar de todos estes engasgos, os episódios seguintes conseguem amenizar a reputação da série e até criar uma curiosidade no espectador, que se pergunta qual o motivo da protagonista ter virado um zumbi e qual será a cura para a moça. Além disso, a química de Olyphant e Barrymore vai se ajustando episódio a episódio. Eles parecem compreender, aos poucos, quem são aquelas personagens, suas motivações e a vida pregressa do casal, o que faz as cenas dos dois juntos crescerem consideravelmente.

Santa Clarita Diet começa um tanto desastrosa por não conseguir se segurar em nenhum quesito técnico. O roteiro, apesar de ter uma história boa, tem uma narrativa que subestima o público e que não consegue ser engraçada, mesmo sendo uma comédia; tem atores inseguros, que dão a impressão de que começaram o trabalho de ator no piloto; ou porque a direção é preguiçosa e entrega sequência atrás de sequência, cheia de imagens previsíveis, fazendo com que o espectador antecipe o que vai acontecer.

 

Entre os episódios 01×04 (O turista sexual) e o 01×06 (Atenção aos detalhes), os acontecimentos parecem mais justificáveis e a narrativa segue algum caminho. As personagens precisam de alguma resposta, as músicas casam com a atmosfera das cenas, – porque sim, nos episódios iniciais é possível notar uma falta de coerência das canções com o conjunto de sequências na tela – os atores não deixam o ritmo de lado e deixam os diálogos mais afiados. Ainda não é o suficiente, mas fica uma sensação de que a série pode crescer. Do 01×07 (Será estranho ou Desrespeitoso) até o 01×09 (O livro!), a qualidade é inconstante. Ainda que eles consigam manter a curiosidade de quem assiste.

Após construir toda uma situação (sem spoilers) lógica, inserindo novas personagens para ajudar no caminho da protagonista, entregando pistas para o mistério da temporada, retirando algumas figuras, parecendo mostrar que há um esforço para o crescimento da qualidade técnica – planos mais elaborados e diferentes, dando mais ação; uma procura em mostrar faces diferentes das personas em cena para dar a elas mais complexidade; banda sonora coerente e etc – Santa Clarita Diet entrega uma das piores season finales já produzidas.

 

O mais comum em uma série de televisão que possui um mistério é um conjunto de tensões crescentes com um cliffhanger no final, para que os espectadores fiquem curiosos e voltem na temporada seguinte. O que ocorre em Santa Clarita é um desgaste do tema e da proposta do seriado tão forte que eles abandonam soluções precisas para a protagonista para forjar uma tensão sem sentido e terminar com uma tentativa de final surpreendente. Isto porque a solução estava quase pronta e a Netflix provavelmente deseja continuar com o projeto.

 

Talvez se Santa Clarita Diet fosse uma minissérie o desgaste da história seria menor, o trabalho de pré-produção fosse mais cuidadoso e houvesse mais empenho em trazer uma primeira temporada mais digna. Mas tudo isso é apenas elucubração. A sensação ao terminar a season 1 é de frustração e um desejo que a segunda parte da história seja contada com uma técnica mais bem pensada: não apenas plano geral e close o tempo inteiro, mais ritmo cômico, melhor entrosamento do elenco, mais expressões faciais e menos artificialidade dos atores, escolhas que façam sentido e não apenas queiram causar choque gratuito – o público já entendeu que Sheila gosta de comer humanos batidos no liquidificador – mais comédia e menos sonolência.

Nota: 4,0

Freaks and Geeks e os seus 18 episódios que deixaram saudade

por Enoe Lopes Pontes

Bad Reputation tocando no último volume! Assim começa mais um episódio da saudosa série Freaks and Geeks. Em junho de 2016, a Netflix disponibilizou a primeira e única temporada de um dos seriados teens mais cultuados da história da televisão. Criada e produzida, entre 1999 e 2000, por Judd Apatow (Ligeiramente grávidos) e Paul Feig (Missão madrinha de casamento), o elenco do programa conta com dois atores que seriam parceiros dos cineastas no futuro. Eles são nada mais nada menos que James Franco (Homem-Aranha) e Seth Rogen (Vizinhos).

 

A trama é bem simples em sua primeira camada. O velho sinal toca, as angústias chegam, as notas de uma prova surpresa são recebidas e a menina mais bonita do colégio pode aparecer no intervalo da aula, a qualquer momento. Porém, Freaks and Geeks é mais do que isso. Os temas explorados dentro do enredo são complexos e até além de seu tempo, como é o caso de uma garota interssexual, tratada de forma muito clara e delicada.

 

Mas, o que mais chama a atenção no programa, são suas personagens e como a sensação de ser adolescente é tão bem retratada. Passada no início dos anos 80, a história mostra uma garota chamada Lindsay Weir (Linda Cardellini), que perde sua avó e passa a agir de forma diferente, um pouco mais solta e despreocupada, se aproximando da galera mais rebelde da escola, como o casal revoltado Daniel (Franco) e Kim (Busy Philipps), o músico chapado Nick (Jason Segel) e o caladão Ken (Rogen). Esses são os Freaks.

 

Paralelamente, a narrativa também foca no irmão da Lindsay, o Sam Weir, nerd de carteirinha, que está sempre acompanhado de seus fiéis escudeiros Bill (Martin Starr) e Harris (Stephen Lea Shepphard). Contudo, ele precisa se livrar desse rótulo para conquistar sua crush suprema, a líder de torcida Cindy Sanders. Esses são os geeks.

Entre uma aventura e outra, algumas vezes vemos essas turmas se encontrarem e esses momentos talvez sejam os pontos altos da narrativa. Existe nos dois núcleos uma dinâmica muito bem formada, que consegue demonstrar os fortes padrões existentes dentro de grupos estereotipados e, ao mesmo tempo, as diversas individualidades dos jovens, os arrebatamentos juvenis, os sentimentos exagerados, a necessidade de ser ter voz, a falta de compreensão dos pais.

 

Para além do simpático e afiado elenco, da dinâmica das cenas e do roteiro sensível e bem amarrado, nos 18 episódios de Freaks and Geeks, o espectador é brindado com uma banda sonora clássica dos anos 80, com uma mistura de rock`n roll pesado e os últimos resquícios das músicas discos, que davam seu adeus nas festas do período.

 

Apesar de ser cultuada pelos fãs, que até hoje permanecem desolados pelo fim tão prematuro da série, e as suas qualidades indiscutíveis, existem alguns defeitos para serem pontuados. Apesar de se saber que para 1999 o conteúdo era avançando e que a narrativa se passa há mais de trinta anos, algumas falas e cenas descem rasgando a garganta. A necessidade da protagonista de ter qualquer namorado, a forma como Kim Kelly é desvalorizada em alguns momentos e seu namorado loser tendo um destaque desnecessário.

 

A forma como algumas meninas e meninos se portam são atrasadas e tudo isso é entendível pelo contexto da obra. Então, basta respirar fundo e aproveitar as confusões, desventuras e emoções de Freaks and Geeks e chorar muito quando o episódio 18 terminar. Quem sabe algum canal streaming salva o seriado? Nos dias de hoje, sempre há uma esperança.

Stranger Things – Bem-vindos de volta aos anos 80

por Enoe Lopes Pontes

Em 1983, numa pacata cidadezinha dos Estados Unidos (Hawkins, Indiana), um garoto chamado Will Byers (Noah Schnapp) desaparece misteriosamente. Ao mesmo tempo em que uma criança some, uma outra surge também de uma forma estranha. Suja e com roupa de hospital, a garota Eleven parece estar fugindo de algo muito ruim.

A partir deste plot, a história de suspense se inicia. De um lado, a mãe de Will, Joyce (Winona Ryder), procura o menino desesperadamente e entende que algum fenômeno sobrenatural está ocorrendo na cidade. Do outro, os três amigos dele, que mais parecem ter saído do filme Goonies, correm para tentar descobrir o que aconteceu com o garoto.

Criada pelos irmãos Ross e Matt Duffer (Hidden), a série, que é uma produção da Netflix, investe pesado no clima dos anos 80 e acerta em cheio. O espectador sente uma mistura de referências passando por sua cabeça, desde Steven Spielberg, fitas de rock e Dungeos and Dragons até em obras de Stephen King. A sensação de estar assistindo a um filme de terror de 36 anos atrás é constante. Cada detalhe faz o público embarcar nessa ideia temporal.

Essa impressão que a série causa vem de uma direção de arte, trilha, edição, figurinos e roteiro muito bem pensados com esse objetivo. Desde os créditos iniciais, com uma letra típica do período, dos bonés, camisetas e bicicletas dos meninos, das músicas tensas e aquele rock da época (The Clash, Joy Division). Atenas de televisão que precisam ser ajeitadas e telefones com fio, até as falas sobre os jogos RPG e a quantidade de cigarro que o elenco adulto fuma.

Porém, apesar da grande qualidade de ambientação do programa, a melhor coisa de Stranger Things são os Raccords. E o que seria isso? É a coerência entre uma cena e outra, a ideia de continuidade através de uma ação. Strager Things brilha nesse quesito, trazendo planos que puxam uns aos outros. Seja com a imagem ou com o som, a série faz o espectador mergulhar na história de forma contínua e, para os mais sensíveis às questões técnicas, vibrar com os magníficos raccords.

Outro fato de destaque do seriado é seu elenco, principalmente a já conhecida Winona Ryder e os jovens atores mirins, que interpretam o grupo de crianças que busca encontrar Will. Seja quando os núcleos se encontram ou quando estão separados, a dinâmica em cena é forte e a construção das personagens equilibradas. Os diálogos fluem quando tem uma cena com Ryder ou com o quarteto infantil. Não foi à toa que a série acabou de conquistar o SAG 2017 de Melhor Elenco de Série de Drama.

Apesar de ser um programa com mais pontos positivos do que negativos, Stranger Things peca num único quesito, que pode incomodar fortemente em alguns momentos. Talvez na sua busca por remeter aos anos 1980 ou falta de criatividade mesmo, o enredo do seriado é extremamente óbvio e é possível até adivinhar algumas falas. A sensação de deja vu é constante e o espectador consegue sacar rapidamente quais serão os próximos eventos da história ou, até mesmo, o diálogo de algumas personagens.

No entanto, a obviedade da narrativa não atrapalha a fruição ou apaga os tantos outros elementos bacanas do produto. Strager Things, se continuar nesse ritmo, promete ser uma das melhores séries dos próximos anos. Depois de ter contato com os oito episódios da primeira temporada, resta esperar a próxima temporada e descobrir quais serão os seres fantásticos e assustadores que aparecerão em Hawkins.

As 05 melhores aberturas de séries

por Enoe Lopes Pontes

A primeira coisa que pode ficar na cabeça de um espectador de seriados é a abertura da série. Quando bem realizada, pode causar diversas sensações no público, como empolgação para o começo do novo episódio, lembranças de cenas anteriores ou até mesmo aquela nostalgia quando se revê uma temporada.

As aberturas são algo bastante marcante dentro do universo de narrativas seriadas e algumas delas são sensacionais, cheias de dinamismo, criatividade e ainda capazes de captar a essência do programa. Pensando nisso, o Série a Sério traz agora uma lista com a cinco melhores aberturas de séries de todos os tempos!! Quais os critérios? Conexão com a narrativa, dinamicidade, edição e música. Depois de conferir a seleção, conta para a gente o que achou! Faltou alguma? Achou a seleção bacana? Comenta!

 

1. Lost Girl (2010-2015) – Bo (Anna Silk) é um súcubos e passa a maior parte de sua vida sem saber exatamente quem é. Após um evento específico do piloto, ela começa a desvendar os mistérios do passado e luta para ter um futuro e se posicionar nesse novo mundo que acabou de ser revelado. A abertura do seriado da Showcase mostra um pouco da angústia, dos poderes e da forte personalidade da personagem. Em apenas trinta segundos, o espectador consegue captar o ritmo da série e a energia da protagonista.

2. Bewitched (1964-1972) – Estrelada pela carismática Elizabeth Montgomery, Bewitched, conhecido no Brasil como A Feiticeira, conta a história da bruxa Samantha Stevens, que casa com o humano Darrin, e faz de tudo para se encaixar no cotidiano da espécie do marido, mas, é claro, não consegue. A abertura da série, além de ser bem fofinha, é uma animação realizada pelo estúdio Hanna Barbera. Com um toque de humor, a sequência capta o divertido e agitado dia a dia do casal, deixando Samantha e seus poderes em destaque. Com uma música que dá ritmo a abertura e um resumo bem enxuto da atmosfera do seriado, a abertura de Bewitched consegue trazer uma história, curtinha, é bem verdade, mas uma história bacana do que poderia ser mais um dia de Sam e Darrin.

3. Game of Thrones (2011-) – E o terceiro lugar fica para a abertura de uma das mais assistidas séries de todos os tempos. Nela, o público vê todo o mapa de Westereos, bem como todas as terras nas quais as personagens terão alguma aventura, batalha ou buscarão conforto. A complexidade dela é tão grande que os realizadores do programa demoraram dois anos para finalizá-la. Outro detalhe interessante é que o escritor da obra original, G.R.R. Martim, desenhou todas regiões para a equipe. Bem elaborada, a chamada de GOT deixa bem mais claro para o público onde as personagens estão e quanto mais ao sul ou ao norte fica alguma região. Além disso, em cada temporada os lugares podem mudar, estando presentes ou não, ou cambiando a sua aparência.

4. True Blood (2008-2014) – Criada por Alan Ball (Six feet under), True Blood é uma série de vampiros. Não, não são aqueles que brilham no sol ou usam anel. Numa realidade na qual todos sabem da existência das criaturas da noite, romances, batalhas e brigas por poder acontecem durante sete anos. Apesar de trazer vários tipos de seres estranhos e/ou assustadores, a abertura do seriado foca no que para eles parece ser o pior de todos, os humanos. Apesar de não buscar resumir o conteúdo narrativo do programa, a essência dele está presente em cenas macabras, tensas, violentas e animalescas.

5. Dexter (2006-2013) – Na melhor abertura de todos os tempos, o espectador vê um Dexter aparentemente simpático, fazendo algo muito comum, começando seu dia. O rapaz acorda, prepara o café da manhã e se veste. Tudo isso poderia ser banal se não houvesse diversos significados em cada ação da personagem. O protagonista é um serial killer com um gosto peculiar para suas vítimas: outros serials killers. Assim, em cada plano, o público tem referências de sangue, estrangulamento, cortes, pele, carne. Por conseguir capturar a essência da personagem e da história sem ser óbvia e ser tão elaborada, a abertura de Dexter ganha o primeiro lugar no ranking.

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