Pq eu criei o blog?

Na verdade, criei o blog em uma época que pouca gente tinha e não existia nada de digital influencer.

O meu objetivo era falar do assunto, falar de câncer de mama. Na época, existia muito pouca informação leiga, então eu realmente quis e vi que podia criar um espaço para as pessoas entenderem sobre o câncer de mama. Logo quando comecei, percebi que podia fazer mais e que isso ajudava as pessoas. Entendi o blog como um veículo de comunicação.

De 2012 pra cá tenho aprendido tanto! Foram e são muitas oportunidade de conhecer pessoas e me conectar com histórias que jamais pensei ter acesso. Com isso, consegui ressignificar minha doença, td que passei, ao perceber que essa é a minha missão: apoiar pessoas que estão passando pela doença e alertar outras mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce.  (mais…)

TERAPIA COM ANIMAIS

Você sabia que os animais são considerados “co-terapeutas”?

A “pet terapia”, TAA (Terapia Assistida por Animais) ou IAA (Intervenções Assistidas por Animais),  ajuda a combater depressão, estresse e doenças cardíacas, entre outros. E isso também inclui o tratamento do câncer? SIM! Ter um animal por perto, na minha leiga opinião, pode trazer alegria e, consequentemente, ajudar no enfrentamento da doença e dos efeitos colaterais. Existem algumas clínicas de oncologia que já fazem um trabalho periódico com visita de animais a pacientes em tratamento ambulatorial. Muitas ONGs disponibilizam animais treinados e até hospitais já liberam a entrada do próprio bichinho do paciente, desde que seja autorizado pelo médico.

De uma forma geral, as únicas contraindicações são medo de animais, alergia ou problemas de respiração, entre outros. Mas atenção! Nem todo pet pode ser terapeuta, viu? Eles precisam ser tranquilos, sociáveis, dóceis, que as pessoas possam abraçar, beijar e apertar, sem que ele reaja. A TAA é uma intervenção dirigida, com objetivos específicos para cada patologia e faixa etária, onde o animal de estimação especialmente treinado com rígidos critérios de comportamento e saúde é parte integrante do processo de tratamento. (mais…)

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA QUIMIO

Cheguei essa semana na metade do caminho da nova quimioterapia para um câncer de ovário. Fiquei com vontade de conversar com vocês sobre como tenho me sentido – apesar de que a maioria já sabe por me acompanhar no @maonamama e agora no canal no Youtube

Até fiz um vídeo comparativo, mas queria ir mais um pouco além nesse texto.

“Do nada” ter que fazer quimioterapia pode até ser um “atraso” nos sonhos e planos para muitas pessoas. “Que saco, de novo?”

Lógico que eu estava com milhares de planos que vão ter que esperar mas, como sempre faço, procurei pensar que essa tem sido mais uma oportunidade. De repente, me vi reflexiva sobre a pessoa que eu era em 2011 na primeira quimioterapia e a percepção que tenho agora. (mais…)

VENCENDO O CÂNCER: PARTE 2

Oi gente! Resolvi fazer um mega post sobre as novidades da minha saúde. Achei melhor assim pois todos que ficaram preocupados podem ler e entender.

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Um dia, do nada, comecei a sentir uma dor pélvica que não passava. Fui para a emergência e, depois de uma bateria de exames, os médicos maravilhosos da Clínica AMO que foram me socorrer acharam melhor que eu operasse logo. Fiz tipo uma cesárea para a retirada dos ovários e tive que ir para a UTI, pois a entubação na cirurgia foi complicada. Sai do hospital com um diagnóstico de câncer de ovário, mas sem saber detalhes, pois tinham que fazer um exame mais apurado.
Passei mais de 15 dias me recuperando muito bem e na expectativa desse exame.
O resultado na última semana!
O que posso falar para vocês? Tive um câncer de ovário do tipo endométrioide. O que isso quer dizer? Um fragmento de endométrio foi parar no ovário e o tumor cresceu. Mas como assim se eu já não tenho útero desde 2014?
Várias perguntas ainda estão sem muitas respostas pois o meu teste genético não chegou. Pode ser algo do meu DNA? Pode. E pode ser algo do remédio que tomei (tamoxifeno)? Pode. Só esse exame vai dar a certeza.
Como isso aconteceu? Porque isso aconteceu?
Vamos esperar mais um pouco para saber isso.
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REPRESENTANTE DA BAHIA EM EVENTO DO ONCOGUIA

Hoje em dia, todo mundo usa a internet para basicamente tudo. Quem está doente, com certeza, joga no Google para ter mais informações. Por isso, ter um lugar que o paciente possa ter a segurança no que vai ler é fundamental. O Oncoguia é um portal incrível e de credibilidade que presta esse serviço. Esse foi um dos motivos pelo qual eu criei o blog em 2012.

 

Quando o Oncoguia convidou para participar de uma seleção para um encontro, eu nem pensei duas vezes. Fiquei muito feliz em ser aprovada, pois isso comprova o bom trabalho que fazemos por aqui no blog – que, pelo que eu saiba, é o único do Nordeste que fala de câncer de mama.

O I Encontro de Comunicadores Digitais no Mundo do Câncer já começou a valer só por me dar a oportunidade de encontrar cerca de 30 mulheres que passaram por algum tipo de câncer. Foi muito importante conhecer as histórias e trocar informações com pessoas que entendem e sentiram na pele exatamente o que eu passei.


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CÂNCER E RELACIONAMENTOS

Diante do câncer de mama, a relação amorosa pode ter diversas repercussões. Para alguns casais, o casamento fica ameaçado, pois os homens se afastam.

Nunca é demais lembrar que câncer NÃO é contagioso.

Na verdade, esses homens se afastam, na maioria das vezes, porque não suportam o fato de terem suas mulheres com câncer de mama. Essa é a maneira que eles encontram pra se protegerem da própria vulnerabilidade e da efemeridade da vida. Assim, eles não refletem, não se implicam na própria vida e na vida das esposas. Isso é muito duro para a mulher que já enfrenta um grande desafio com o diagnóstico e os seus desdobramentos. Ela se vê com a dupla tarefa de enfrentar o tratamento e processar suas emoções diante do marido distante e as consequências disso. Às vezes, a levando a decisão de separação. (mais…)

Vamos falar de câncer?

Ter câncer não é fácil e, por mais que se explique, ainda existem muitos tabus em torno da doença.
Tem gente que está passando pelo tratamento e, simplesmente, não quer falar pra ninguém. Piorou depois. Quando tudo passa, tem gente que quer esquecer que teve câncer.
Eu não. A melhor coisa que fiz foi falar sobre o assunto. (mais…)

Câncer de mama aos 29 anos.

12/07/2017.
Um ano da primeira vez que fui ao mastologista e que se fez a suspeita de câncer de mama. Eu tinha 29 anos, sou estudante de medicina e não tenho absolutamente nenhum caso na família, nem de câncer de mama ou ovário. Depois disso, se seguiu uma semana de ultrassonografias, ressonância, tomografias, cintilografia óssea, biópsia core, anatomia patológica, imunohistoquímica, até chegar a consulta com o oncologista. Sim, era câncer.
Não me pergunte muita coisa sobre aquela semana. Eu não lembro. É como se fosse uma noite de bebedeira, tenho lembranças de flashs apenas. Mas tudo aquilo passou.
E vieram 16 sessões de quimioterapia, uma cirurgia (adenomastectomia bilateral), 28 sessões de radioterapia.
Com isso tudo, veio de brinde uma careca divosa (se eu disser que odiava, estarei mentindo rs), muitos quilos a mais, menopausa temporária, fadiga, seios novos, dores pós cirúrgicas, mancha vermelha e muitas dores na mama da radioterapia. (mais…)

DIAS DAS MÃES: EU NÃO POSSO PARIR!

É chegada a hora de contar alguns detalhes dessa história, que nem todo mundo sabe. Antes de mais nada, quero dizer pra você que tem ou teve câncer de mama: CALMA, pois isso não acontece com todas as pacientes necessariamente.

Vou explicar:
A maioria de vocês conhece o Tamoxifeno, não é? Ele é o remédio mais usado e com grandes resultados na hormonioterapia – fase do tratamento que dura 5 anos em alguns casos e 10 anos em outros. Ele é usado em mulheres pré-menopausa e é o responsável por não deixar os hormônios do corpo passarem para as mamas. Só que o grande lance foi: ele protege as mamas, mas o resto fica vulnerável!

Nunca havia sentido grandes coisas com ele. Sempre deu para amenizar tudo com exercícios físicos e drenagem. Como geralmente faço meus exames em dia, observei o aumento do endométrio (parede do útero), que é comum em pacientes que usam o medicamento. Fui acompanhando apenas, de 6 em 6 meses.

Em 2014, eu fui “premiada” com algo chamado ATIPIAS (Hiperplasia atípica do endométrio).
O que é isso? Um estágio pré-câncer. Ou seja: Se esperasse mais um pouco, podia ter câncer no útero (para quem não sabe, câncer de mama e de útero são “primos”).
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HISTÓRIA DA TATI: CÂNCER LUMINAL B

Oi gente! Estou em falta com a atualização do blog, mas vamos retomar com a parte que mais gosto: os depoimentos! Hoje vamos conhecer a história da Tati, de Mauá-SP, que teve um tipo de câncer de mama chamado Luminal B aos 33 anos.

“Me chamo Tatiane e em janeiro de 2016, com 33 anos, fui diagnosticada com câncer de mama. No momento que se ouve que se está com câncer, é enlouquecedor! A gente tem medo de ouvir isso, pois é como se escutasse: você vai morrer! E comigo foi assim. Eu achei que tinha recebido uma sentença de morte! Não sabia o que me esperava no dia seguinte à essa consulta. Eu pensei tanto em meu Luís (meu filho de 12 anos, portador de uma síndrome cromossômica) que é tão dependente de mim. O que seria dele? O que seria de nós?


Quando eu senti o nódulo (novembro/15), eu já fui me preparando para esse dia. Fiz ultrassom e, em seguida, a biópsia. E quando se ouve essa “sentença”, por mais que você se prepare, o chão some debaixo de seus pés!

   
Graças a Deus, o nódulo era razoavelmente pequeno, então pude fazer a cirurgia primeiro, seguida da quimioterapia, e por fim, a radioterapia.
Eu iria fazer quatro ciclos de quimioterapia mas, por conta de uma reação alérgica, tive que suspender. Fui então encaminhada pra radioterapia. Foram 30 sessões diárias em dias úteis, por quase dois meses. Eram tardes inteiras no hospital, onde pude conhecer muita gente e ouvir muitas histórias! Fiz grandes amigos e, hoje, vejo o quanto foi importante conviver com variados tipos de câncer, com diferentes gravidades. Foi quando fui mais grata por ter tido câncer e por poder levar meu tratamento bem.
Não reclamo pelo câncer ter passado pela minha vida. Muito pelo contrário! Eu agradeço a Deus por essa tempestade ter passado com leveza. Essa doença nos uniu ainda mais. Ter minha família e meus amigos por perto foi imprescindível, mas minha fé e meu otimismo foram o meu trunfo!
A incerteza dos dias é angustiante. Lidar com olhares e com a ignorância alheia dói em nós (Ficar careca também, mas eu curti esse momento! Eu me amei careca!). (mais…)

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