“A previdência não é a solução do país”, afirma o deputado Otto Alencar Filho; assista

O Linha de Frente entrevistou, nesta sexta-feira (31/5), o deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) sobre a Nova Previdência, dentre outros temas de âmbito nacional. Otto foi presidente da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) por três anos – de 2015 a 2018.

Em conversa com os jornalistas Pablo Reis e Matheus Carvalho, o parlamentar classificou a reforma da previdência como “necessária”, mas com algumas ressalvas. “É necessária porque você tem que tirar privilégios que não cabem mais ao serviço público. Vamos ter que aumentar a idade de contribuição, isso não tem jeito. Mas tem alguns setores que a gente precisa avaliar melhor. Por exemplo, policiais que dão a vida por nós, acho que a previdência tem que ser mais flexível. Então alguns setores precisam contribuir por menos tempo. Esse é um dos pontos, existem vários”.

Apesar de fazer parte da bancada da oposição na Câmara, o deputado elogiou a gestão do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM). “Rodrigo Maia tem sido correto. Ele está tentando ajudar o governo e está apanhando demais, de forma injusta. Estou falando de um adversário, mas justiça seja feita. Ele tem colocado as matérias em pauta para a gente discutir e aí cada deputado fala de um lado e a gente chega a um acordo. Ele tem sido responsável, tem tentado manter o diálogo, apesar das brigas na Casa”.

Otto Filho comentou ainda sobre o fim da estabilidade do setor público. Para ele, indicação política deveria ser apenas para cargos de confiança. “Sou a favor do fim da estabilidade do setor público e do fim de indicação politica como Reda. Acho que só deveria ser para aqueles com cargo de confiança a partir de Diretor e cargos superiores que são estratégicos, mas para baixo eu sou contra. Se o funcionário público não está sendo produtivo, demita ele e coloque outro no lugar e ele saiba que se ele não atender bem a população também, pode ser demitido”.

Confira a entrevista na íntegra:

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FORA TEMER

Desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Antonio Ivan Athié determinou a soltura do ex-presidente Michel Temer (MDB), na tarde desta segunda-feira (25/3). Temer foi preso na quinta-feira, 22, suspeito de participar de um esquema de propinas de R$ 1 milhão da Engevix no âmbito da Operação Descontaminação, desdobramento da Lava-jato. No mesmo dia, foi preso também o ex-ministro Moreira Franco (MDB), e outras oito pessoas sob suspeita de intermediar as vantagens indevidas ao ex-presidente. Todos terão prisão revogada.

No documento, o desembargador afirma que não é contra a Lava-jato, mas que não vê a prisão do emedebista como constitucional. “Ressalto que não sou contra a chamada ‘Lava-jato’, ao contrário, também quero ver nosso país livre da corrupção que o assola. Todavia, sem observância das garantias constitucionais, asseguradas a todos, inclusive aos que a renegam aos outros, com violação de regras não há legitimidade no combate a essa praga”.

Athié é relator do habeas corpus dos advogados de Temer, que contestam o decreto de prisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, responsável pela Operação Lava Jato.

VEJA A DECISÃO NA ÍNTEGRA

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A SAÍDA DE JEAN WYLLYS, DO MANDATO E DO BRASIL

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) anunciou desistência do seu mandato e saída do Brasil após revelar que tem sido ameaçado, nesta quinta-feira (24/1). A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a matéria, o parlamentar agora deverá se dedicar à área acadêmica.

“O Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: “rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis”. E é isso: eu não quero me sacrificar. Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário. O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, justificou.

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OS VIEIRA LIMA NA MIRA DA PGR E NAS MÃOS DA SUPREMA CORTE

Se depender da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima serão condenados a 80 e 48 anos de prisão, respectivamente. A decisão, porém, não cabe somente à Procuradoria-Geral da República (PGR). Agora é o Supremo Tribunal Federal (STF) quem decide se acata ou não o pedido de Dodge, que ainda solicitou pagamento de multa contra os Vieira Lima.

Os dois são alvos de uma ação penal que tramita no STF sob relatoria do ministro Edson Fachin. Geddel segue preso de forma preventiva, desde setembro de 2017. Lúcio, por sua vez, está livre, mas não conseguiu se reeleger na última eleição. Na denúncia destacasse a possível união dos irmãos para cometer crimes de “ocultação da origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de cifras milionárias de dinheiro vivo” e estariam ligados aos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal, em um apartamento de Salvador na mesma época da prisão do ex-ministro. O imóvel é ligado à família Vieira Lima.

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CORONEL DA NOVA GUARDA QUER “SENTAR NA JANELA”

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ângelo Coronel (PSD), quer trocar a cadeira de chefia por outra em 2019. Recém eleito senador, Coronel tem se apresentado como pré candidato à Presidência da Casa federal, no lugar de Eunício Oliveira. As informações foram divulgadas pelo site O Antagonista.

De acordo com Coronel, o Senado precisa “dar uma guinada”. “Não é criticando a velha guarda, mas é preciso viver um novo tempo. Não pode ficar carimbado que para presidir o Senado tem que ser uma das figuras tradicionais da Casa”, disse Ângelo Coronel ao site.

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A CADEIRA MAIS COBIÇADA PELO EXECUTIVO NÃO É DO EXECUTIVO

A eleição para escolher o novo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) só acontecerá em fevereiro, mas já virou tema de discórdia entre o governador do Estado, Rui Costa (PT), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). O petista defende a ideia de que a base aliada tem que definir uma candidatura única para presidência da Casa, sem precisar considerar a indicação da oposição, que atualmente tem como líder Luciano Ribeiro (DEM).

Na última quarta-feira (28/11), o atual presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e deputado estadual recém eleito, Leo Prates (DEM), durante entrevista exclusiva dada ao Aratu Online, declarou que vai brigar para conseguir fazer oposição dentro da Casa.

Já o prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou a declaração de Rui durante entrevista coletiva que concedeu nesta sexta-feira (30/11), no Palácio Thomé de Souza. “Isso é uma postura com viés claramente autoritário. Na vida você não pode achar que está acima do bem e do mal, que pode tudo. A oposição é fundamental para a democracia e hoje quem é situação amanhã pode ser oposição. A eleição da Assembleia segue seu próprio ritmo, espero que tenha um desfecho nos próximos dias. Nós temos nossa preferência, mas não caberá a mim anunciar. Só posso dizer que vamos estar aqui para fazer a devida oposição e lá na Assembleia será o palco principal desse enfrentamento”.

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AS NOTÍCIAS MAIS COMPARTILHADAS SOBRE O PT NO WHATSAPP

O Partido dos Trabalhadores entrou com ação contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na última quinta-feira (18/10), após a Folha de S. Paulo publicar denúncia que acusa o militar de participar de um esquema de divulgação de mensagens falsas contra o PT na rede social WhatsApp.

No processo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sigla elencou as dez notícias mais circuladas no aplicativo desde o primeiro turno. As informações são do Third Party Fact-Checking Project.

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BOLSONARO CLASSIFICA DENÚNCIA DE COMPRA DE MENSAGENS NO WHATSAPP COMO “APOIO VOLUNTÁRIO”

Diante da denúncia do jornal Folha de S. Paulo, que afirmou que empresas que apoiam o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) estão comprando pacotes de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores para circular no WhatsApp, o deputado federal se pronunciou. “Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência”, declarou.

De acordo com publicação, cada contrato chega a R$ 12 milhões e tem o objetivo de disparar um volume significativo de mensagens anti-PT na rede social WhatsApp, o que ajudaria na campanha do candidato à Presidência. O esquema, ainda segundo a Folha, usa a base de usuários do candidato Jair Bolsonaro e contatos vendidos por agências especializadas no âmbito digital.

A prática viola a lei eleitoral porque a doação não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela compra de lista de terceiros, quando o permitido é apenas dos próprios candidatos e aliados. Ainda na tarde desta quinta-feira (18/10), o PT entrou com ação contra as empresas e o próprio Bolsonaro, por propaganda ilegal.

De acordo com o site Uol, no ofício enviado pelo PT, a sigla pede ainda que o WhatsApp apresente, em até 24 horas, um plano para conter o “disparo em massa” de mensagens que seriam ofensivas a Haddad e aos partidos que integram a coligação.

Em sua conta oficial no Twitter, Bolsonaro classificou a ação como “apoio voluntário”:

 

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“NÃO CONCORDO, MAS APOIO”, DIZ ACM NETO SOBRE BOLSONARO NO SEGUNDO TURNO

O prefeito ACM Neto (DEM) anunciou seu apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições 2018, que acontecerá no próximo dia 28. O Democratas, no entanto, preferiu não manifestar apoio a nenhum dos dois postulantes.

Durante coletiva de imprensa realizada em um hotel de Salvador, o presidente da sigla disse que “está dando um voto de confiança à candidatura de Jair Bolsonaro, mesmo não concordando com tudo que, do ponto de vista ideológico e programático defende ele, na minha opinião existe uma coisa que nos une e que é mais forte: que é exatamente não deixar um governo tomado pelo PT”.

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“EXCELENTES PERGUNTAS” E AS RESPOSTAS DE CELSINHO COTRIM

Quem estreou a sabatina da Aratu com os candidatos ao Senado, na última segunda-feira (3/9), foi o político Celsinho Cotrim (PRTB), que divide a sigla com João Henrique Carneiro, ex-prefeito de Salvador. Em conversa com os jornalistas Pablo Reis e Matheus Carvalho, o postulante conversou sobre os desafios que deve enfrentar e as propostas de campanha.

Ao ser questionado sobre o que teria de novo no seu mandato, Celsinho respondeu que essa nova política está baseada em um tripé. “O primeiro é o respeito a pessoas, onde o tratamento dado depois da eleição seja o mesmo tratamento dado em campanha eleitoral. O segundo pé constitui-se em respeitar o dinheiro público, a gente não aguenta mais tanto descaso público, então precisamos tratar o dinheiro público com honestidade. E o terceiro pé, completando esse tripé é, exatamente, respeitar as leis e respeitar a mãe das leis, que é a Constituição”.

Para o candidato, o fato de não ter exercido qualquer cargo eletivo antes da candidatura nas eleições 2018 não deve pesar para o eleitor. “Isso é o que a velha política determinou. A velha política disse que quem não for a favor da velha política não pode ter os mesmos direitos. E a gente está vindo para romper isso, queremos provar que quem manda é a nova política, provar que é possível ser eleito sem cargo eletivo”, respondeu Cotrim, exemplificando com Randolfo Rodrigues e Lindbergh Farias, ambos já tiveram cargos de destaque, seja no executivo ou no legislativo, em seus respectivos estados.

O político afirmou, ainda, que não consegue enxergar divergências com o plano de governo do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), porque, assim como o militar, pretende “colocar ordem nesse país”. A frase do postulante ao Senado gerou o questionamento se ordem quer dizer “armar o cidadão”.

“A própria Constituição prevê isso e a própria legislação já garante o armamento estabelecendo alguns critérios, então não vejo porque essa crise em torno do nosso candidato a presidente”, respondeu.

Por fim, Cotrim disse que, caso seja eleito, o “salário de Senador será o mesmo que ele ganha na Universidade Católica do Salvador” e que seu “gabinete não será cabide de empregos, será solicitado do Senado funcionários concursados”.

Confira na íntegra: 

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