Circuito cultural na capital baiana: saiba mais sobre os espaços de arte e cultura que oferecem programação diversificada para o público em Salvador

De música a dança, performance, teatro, cinema e exposição – sem deixar de fora, claro, a sempre bem-vinda cervejinha de toda sexta – o programa da última semana reuniu, na mesa de bar, vozes da cultura, representantes de grupos artísticos, produtores, diretores, amantes das artes e das manifestações populares para um bate-papo descontraído, pautado apenas pelas conexões que se formam quando o foco é o fortalecimento dos espaços culturais em Salvador.

Nada de concorrência, nenhuma disputa e desafio só se for de bebida, porque, nos estúdios, o programa resenheiro chegou agregando, unindo interesses, projetos, propostas, incitando ao movimento e convidando para a saideira, como fazem tradicionalmente as boas mesas de bar.

Os convidados da rodada, Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC, e Djalma Thurler, do Ateliê Voador, vieram rechear a agenda cultural de quem não perde uma boa programação na capital baiana e levaram consigo as nuances, os detalhes, desafios, inspirações e aspirações de quem trabalha com cultura em Salvador.

Para além de uma lista de eventos culturais na cidade, eles deixaram, na mesa de bar, um pouco da ideologia dos espaços, das propostas, do movimento que têm buscado para ampliar os espaços de fala e de discussão.

João Carlos de Oliveira, do IPAC, falou sobre o complexo do Museu de Arte Moderna, sobre os prédios inaugurados originalmente no século XVII que foram reabertos à população e agora abrigam exposições de artistas reconhecidos, sobre a singularidade do pôr do sol na Baía de Todos os Santos, sobre a apropriação necessária da população quanto ao local e também sobre o CineMAM, com o Circuito Saladearte, que volta depois de 7 anos com uma nova configuração.

No campo das artes cênicas, o diretor Djalma Thurler convidou o público em geral para o espetáculo Cabaré Vibrátil, uma comédia inspirada na estética dos cabarés alemães que faz da cena, no teatro Vila Velha, palco aberto para falar sobre identidade, diversidade e representação.

Ainda no campo das performances artísticas e trazendo para o debate a resistência, o protagonismo feminino e a cultura, a artista Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, nos Barris, falou sobre as atividades desenvolvidas no espaço cultural feminista que prioriza o trabalho político e poético das mulheres, na capital baiana.

E como o #Dicas gosta mesmo de representatividade feminina na arte, na cultura e na mesa de bar, quem fechou a roda da última sexta-feira foi a produtora Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, a primeira feira artística feminista de Salvador.

Se a conversa foi boa? Tem formato de bar, cerveja na mesa, música, mas o papo é sério e a cara do programa é de encontro bom, afetividade, vivência, compartilhamento, expansão.

A edição completa você confere através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/461280668025778/.

E as #dicas para a #SaideiraCultural na capital baiana você acompanha no Instagram @dicasdasaideira.

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