Stand up comedy sai dos teatros e invade espaço cultural e bares de Salvador

 

Acerto pessoal Juninho Brandão- Favela Hall

Sair com os amigos para conversar, dar boas risadas e tomar aquela cerveja gelada é um dos programas favoritos dos soteropolitanos. Mas e se ao invés de ir num barzinho com um som ao vivo, o happy hour for em um bar com stand up comedy? Sim, essa modalidade da comédia tem ganhado espaço e saído dos teatros para ir a ambientes mais populares, em Salvador.

Na cidade Baixa, o Favela Bistrô Hall, que fica no Multi-Shopping Mares, abre espaço para o gênero, assim como o Red Depósito Bar, no Rio Vermelho- este, inclusive, com uma agenda mensal. “Percebi que o stand up nos teatros não tinha muita interação, então vi a oportunidade de chamar esses humoristas para uma área aberta onde o público pudesse conversar, beber e curtir o show. A ideia tem dado certo!”, relata Rodrigo Bam, sócio do Depósito Bar.

Acerto pessoal Juninho Brandão- Red Depósito Bar

O comediante Juninho Brandão, que já se apresentou nestes locais, revela que tem percebido uma boa a receptividade desse novo público. “O primeiro show que a gente fez na Red muita gente entrou só para saber o que estava acontecendo e acabou ficando por lá e assistindo ao show até o final”, comentou Juninho.  O cenário ainda tem muitas limitações, mas há otimismo, como revela o humorista Tiago Banha, ao afirmar que apesar das dificuldades encontradas pelos profissionais do humor na capital baiana, “esse ainda é o melhor momento da comédia, nesse gênero, em Salvador”.

O espaço cultural Porto dos Livros, localizado na Barra, já aderiu o projeto há dois anos, dando até nome ao show: Bloco de Notas. Nesta apresentação os humoristas testam suas novas piadas nas primeiras sextas-feiras do mês. E, assim como no Red e no Favela Hall, dia de stand up no Porto dos Livros, é dia de casa cheia. A programação destes shows está disponível em suas respectivas redes sociais, @favelahall, @reddepositohbar e @portodoslivros.

Acerto pessoal Juninho Brandão- Porto dos Livros

ESPECIAL CACHAÇA: confira as potencialidades da bebida genuinamente nacional como ingrediente versátil na gastronomia

Nem só de rodada etílica vive a cachaça. A bebida genuinamente nacional que vira caipirinha, na mesa de bar, “príncipe maluco”, no circuito do carnaval baiano, “quentão”, nas festividades de junho, e “rabo de galo”, nos tradicionais balcões da saideira, é também ingrediente versátil, poderoso na harmonização e atrativo, no mundo das panelas, para acompanhar, realçar sabores, despertar aromas.

A brasileirinha que é antiga, tradicional e até “envelhecida” – mas sempre muito solicitada – pode ser usada, para além dos drinks, na hora de marinar, assar, flambar e cozinhar a vapor. Vai bem com carne, legumes, frango, com frutos do mar e, claro, também com quem não sabe nada de cozinha, mas não dispensa uma boa aguardente para abrir os trabalhos na mesa de bar.

No programa da última sexta-feira 13, Dia Nacional da Cachaça, o Dicas da Saideira uniu o útil ao agradável e convocou, para o bate-papo descontraído, tanto o universo etílico quanto a culinária de sabores a que se pode chegar com a bebida.

Teve rodada de degustação, apreciação, experimentação gratuita nos estúdios, garrafa aberta, brinde em comemoração à data e papo solto com direito a “quizz da saideira” sobre o universo da cachaça.

Desceu “queimando”? Com graduação alcóolica de 38% a 48%, a “danada”, que elevou a temperatura na edição especial, fez é sucesso entre os paladares.

Quem ditou a cadência da degustação, na rodada, foi o Grupo Nosso Ritmo, que levou samba e animação total para os estúdios da TV Aratu.

Os convidados Neto Mascarenhas, do Boteco do Tomé, Jorge Queirós, do Quintal Raso da Catarina e Suelane Silva, do Bar das Meninas, explicaram, no programa, como a aguardente extraída das borras do melaço de cana-de-açúcar pode virar ingrediente especial para pratos como “bode com farofa d’água”, rabada “boi na moita” e uma infinidade de harmonizações, no melhor da culinária regional da Bahia.

Se vale a pedida?! Em muitas doses!

O programa completo, pra quem não perde a boa amiga saideira da cachaça, está disponível através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/2423657701185803/.

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“Tempero de família”: conheça o bar sessentão da Rua Direita que virou tradição entre os moradores de Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador

Em meio ao colorido da arquitetura de prédios antigos estilo colonial, à decoração dos ateliês e detalhes das pousadas, a fachada azul, longas janelas e mesas à calçada denunciam de imediato o bar sessentão da Rua Direita.

Nada de retrógrado, nada de obsoleto, nada de arcaico. O velho conhecido e sempre procurado ponto de encontro no bairro do Santo Antônio, já próximo ao Largo, em Salvador, tem uma cozinha diversificada, opções variadas de comida baiana a petiscos, ótimo serviço e badalação total aos finais de semana, com fila de espera e disputa acirrada pela varanda.

A “fama” do conhecido, na comunidade, não é de agora; o bar que movimenta o Carmo, sempre lembrado entre os amigos do bairro, que conquista fácil pela culinária e não para de atrair novos visitantes, no centro histórico da capital baiana, é legado do Sr. Ulisses.

Há mais de 60 anos, o pai de Jorge, avô de Lorine, casado com Dona Edith, enxergou, na culinária da esposa, uma forma de aumentar a renda da família. Naquela época, trabalhando como sapateiro, ele ainda não sabia, mas estava iniciando um longo caminho que seria percorrido também pelos filhos, inspirados pela culinária que aposta no sabor e na simplicidade para conquistar paladares.

Crédito da foto: Bar Ulisses oficial (via site)

A empreitada deu certo. Por 2 décadas, Sr. Ulisses comandou o bar e restaurante, compondo uma parte da história não só individual, da família, mas do bairro de Santo Antônio Além do Carmo, reduto cultural e – por que não dizer? – também gastronômico na capital baiana.

E o legado que deixou foi mantido pelo filho, Jorge Lopes, que, aos 19 anos de idade, assumiu o “Bar Ulisses”. O estabelecimento é hoje um dos mais tradicionais pontos do bairro, onde você encontra um cardápio variado de carnes, moquecas, ensopado, massas, petiscos e frutos do mar a preço justo, para curtir a saideira.

Foto: Ana Maria Simono

Quem participa ativamente do funcionamento do local, hoje em dia, é também a filha de Jorge Lopes, Lorine. A história do bar (no bairro, vale dizer!) é de família: ainda na Rua Direita, pouco depois do monumento Cruz do Pascoal, a apenas alguns metros do Largo, o irmão de Jorge mantém o “Abará da Vovó”, para quem não perde um petisco caseiro, um peixe na folha de bananeira ou um bolinho de feijão fradinho com aquela pimenta no ponto; na rua paralela, família novamente: ainda no bairro de Santo Antônio, outro irmão de Jorge Lopes faz sucesso com o conhecido “Bar do Charuto”, que faz aquele PF “caprichado” para quem gosta mesmo é de comida caseira.

O tempero – como bem diz o ditado – “é de família”: veio das mãos cuidadosas de Dona Edith, há mais de 60 anos, e os sabores da culinária que ela começou continuam despertando paladares no bairro histórico de Salvador.

Foto: Ana Maria Simono

A comida do “Bar Ulisses”, por lá, assim como a dos irmãos, se comunica diretamente com o bairro: tem ar de preparo cuidadoso, cheiro de panela cheia no interior, cara de refeição preparada com afeto e tradição de família.

Quer mais? No “Bar do Ulisses”, se você chegar cedo, ainda consegue mesa com vista privilegiada para a baía de todos os santos. Na dúvida, já sabe: há mar e saideira, com cerveja no ponto, te esperando por lá.

Foto: Dicas da Saideira

Serviço
BAR ULISSES
Rua Direita do Santo Antônio, n° 541 – Largo do Santo Antônio (Salvador)
Contato: (71) 3014-0130 ou (71) 99934-2902
@barulisses_oficial

Vivenciar o jazz e curtir a saideira na capital baiana: saiba mais sobre projetos que se comunicam com a cidade

Originado entre 1890 e 1910, no sul dos Estados Unidos, o jazz, que tem suas raízes na música negra americana, não apenas se expandiu como produziu uma variedade de subgêneros. Do ritmo ritualístico de onde herdou as batidas até as bandas americanas do séc. XX, ou posteriormente, às “jazz-bands” de corneta, clarinete, trombone, banjo, contrabaixo, bateria e piano, espalhadas pelo mundo e recém-chegadas ao Brasil, entre os anos 1920 e 1930, a manifestação artístico-musical percorreu longas distâncias.

Na capital negra da América Latina, o improviso se misturou ao repertório e a maneira única de dançar os ritmos não-lineares espelhou uma formação autêntica, apesar das influências estrangeiras. O “jazz baiano”, que tirava de fora a substância para trazer de dentro a música instrumental com a identidade da percussão brasileira, ganhou espaço e, quando emergiu provocando encontros, confluências, sessões experimentais, a forma não era apenas música, mas uma impressionante corrente de estilos e possibilidades.

Foi pensando em mesclar um pouco da história com a identidade cultural baiana e o improviso do jazz que o programa da última semana reuniu, nos estúdios da TV Aratu, o diretor artístico da JAM no MAM, Ivan Huol, Charles Pereira, do icônico ponto de encontro “Berro D´Água”, Naymare Azevedo, do Mercadão CC, e o músico Paulinho Andrade.

Foto: Divulgação/Dicas da Saideira

No programa, eles falaram um pouco sobre o cenário instrumental baiano, sobre os desafios de manter vivos projetos da música instrumental, em Salvador, e sobre os espaços democráticos de cultura que abarcam iniciativas e fomentam o encontro através da música.

Com 42 anos de carreira, Paulinho Andrade lembrou que “a questão da música instrumental passa por uma característica que é o fato de não dizer diretamente, como a música cantada”, e Ivan Huol ressaltou a importância dos projetos que se comunicam com a cidade. “Tocar é fundamental. O jazz brotou dos lugares menos prováveis”, afirmou, durante o programa, o baterista.

Ivan Huol é membro do grupo fundador do projeto que, na década de 90, iniciou “jazz sessions” em frente à igreja do Solar do Unhão. A iniciativa, que seguiu até 2001 e foi retomada, anos depois, com apelido antigo e nova configuração, de frente para o mar, nas tardes de Salvador, faz parte de um importante movimento da música instrumental baiana; a “JAM no MAM” não é apenas espaço de encontro e compartilhamento, é também referência, marco fixo na agenda cultural da cidade.

Fotos: Lígia Rizério/via @jamnomam

Quer saber mais sobre a JAM, sobre o jazz, sobre espaços criativos como o Mercadão, emblemáticos, como o Berro D´Água e, “de quebra”, ainda escutar um som massa, regado à bate-papo descontraído na mesa de bar? Então fique ligado no Dicas da Saideira! O programa é quinzenal e o próximo encontro é em plena sexta-feira 13. Até lá, você pode assistir à última edição completa do programa através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/833377737056853/.

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Saiba mais sobre “rolês diferentões”, propostas inusitadas e circuitos alternativos para se divertir na capital baiana

Nem só de bar em bar vive a saideira. É que na capital baiana, onde monumentos históricos chamam a atenção para um dos municípios mais antigos da América, de um lado, e, de outro, saltam aos olhos as praias de águas mansas e cristalinas, as opções para diversão, descobertas, entretenimento e conexões não estão apenas vinculadas ao universo etílico-gastronômico.

Entre Cidade Alta e Cidade Baixa, além dos sempre movimentados botecos amados de cada dia, estão também estabelecimentos comerciais, prédios históricos, centros urbanos, largos, museus, institutos, parques, diques, costas, áreas de preservação ambiental, universidades, praças, fortes, encostas, ladeiras, esquinas – cada qual com sua própria singularidade na arte de contar histórias e favorecer a construção de narrativas.

Agora veja: quão incrível seria se, além de imaginar todos esses pontos, de vislumbrar, de longe, as fachadas, prédios antigos e a faixa litorânea da baía, você pudesse também experimentar o que esses espaços urbanos têm a oferecer, sentir de perto os ares, chegar junto aos espaços de cultura e lazer?

É com essa proposta, de democratizar, de somar esforços, energias e possibilidades que o Coletivo Ser Yoga tem levado um número cada vez maior de pessoas a diferentes pontos da cidade.

Com o intuito de ocupar, incluir, possibilitar, experenciar e unir através de práticas de Yoga, o Coletivo conta com 18 professores que conduzem as atividades abertas ao público.

Como tem sido a #saideira de quem topa se arriscar na prática, por lá?

Dizem as boas línguas que a integração do Yoga é tão poderosa quanto uma boa mesa de bar.

Será?!

Impulsionado por esse movimento, dos caminhos alternativos possíveis para a saideira, em Salvador, o programa da última semana levou para os estúdios da TV Aratu Thainá Ribeiro, integrante do Coletivo Ser Yoga, que falou sobre a iniciativa.

E, como depois de relaxar há sempre um espaço para a resenha, na saideira, o programa convidou também o cantor Valter das Virgens, que ficou conhecido após anunciar, nas redes sociais, a realização da 1ª Peladatona de Salvador, uma maratona nudista que prometia encher a Barra com atletas completamente nus para a disputa.

Embora a corrida tenha ficado para o próximo ano, o evento gerou repercussão, na capital baiana.

Será que essa moda pega?

Em países como a Espanha, disputas como a a Sopelana, no litoral norte, reúnem dezenas de naturistas, durante a maré baixa, para a competição. Na Argentina, a Reserva Naturista Yatan Rumi sedia, há 13 anos, a Cross Nudista, com percursos de 3km e 4km pelas serras de Córdoba. E na Letônia, dizia-se que a “corrida de peladões”, no solstício de verão, surgiu ainda durante as antigas tradições.

Em Salvador, Valter das Virgens explicou que a corrida aconteceria no período da noite, com concentração às 23h e destino final previsto para o Farol da Barra. Não seriam permitidos, segundo ele, sexo ou qualquer ato pornográfico. Os competidores usariam apenas um par de meias e tênis.

Vereadores da capital, entretanto, não gostaram da ideia e aprovaram uma moção de repúdio ao evento, que, segundo o organizador, deve acontecer no próximo ano e não em setembro, como havia sido anteriormente anunciado.

Enquanto a corrida não sai, Valter das Virgens promove uma festa em que a regra geral é “todo mundo nu”. Será que cola?

No programa, o cantor falou mais sobre a proposta e ressaltou alguns detalhes do evento.

O som da rodada ficou por conta de Jane Cordeiro, que convocou todo mundo para curtir a música pelo embalo da “sofrência”.

Quer saber mais do que rolou nessa mistura eclética de propostas inusitadas para você curtir a saideira? Então fique ligado no programa: https://www.facebook.com/aratuon/videos/2426646634260433/

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Cenário de cartão postal, praias paradisíacas, cultura, memória coletiva e economia solidária na Bahia: saiba mais sobre a Ilha de Matarandiba

Na Ilha de Vera Cruz, a 26km de Mar Grande, do lado de lá da Baía de Todos os Santos, para quem está acostumado a circular apenas pela capital, a vegetação esconde um paraíso a céu aberto na Bahia.

“Abraçada”, na contracosta de Itaparica, a Vila de Matarandiba, que reúne cerca de 900 habitantes, em área de Mata Atlântica preservada, é praticamente uma “ilha dentro da ilha”.

E, embora a vila tenha virado notícia em 2018, quando uma grande cratera de 83,5 metros de comprimento e mais de 40 metros de profundidade se abriu, na região, chamando a atenção de pesquisadores, biólogos, da Agência Nacional de Mineração e da imprensa nacional, movimento intenso não é a regra entre os moradores de Matarandiba.

É que a vila de pescadores, que tira, do ato de “mariscar”, o sustento para muitas famílias, encontra no ecossistema marinho e na própria forma de interagir com a natureza o equilíbrio para manter a riqueza natural que salta aos olhos, na terra de águas mansas e calmaria.

A vida por lá tem ar de interior. O céu desponta cedo e quem chega de fora é logo notado, porque o morador da ilha conhece bem o vizinho e o vizinho do vizinho, que é primo do dono da mercearia, irmão do rapaz do quiosque, amigo do dono da pousada local, nessa rede de rostos conhecidos que de imediato se atinam quando alguém que não é de lá chega pra dar um mergulho na praia.

Mas a chegada é bem-vinda, e a natureza, acolhedora. Mar aberto, pra pisar descalço e sentir os pés na areia que é areia, mas parece lama, no ecossistema costeiro de transição entre os biomas terrestre e marinho.

A cor da água, o lodo, dizem logo de cara sobre a predominância de manguezais na região e enquanto a imensidão do mar parece demasiadamente convidativa, a vila conta sobre a diversidade de manifestações da cultura popular no local.

Foto: Ana Maria Simono

Samba de roda, festa de São Gonçalo, história de “Zé do Vale”, cantoria de casa em casa, nos festejos tradicionais. E quando o mês de dezembro anuncia a virada de um novo ciclo, a comunidade se reúne, cantando de rua em rua até a praça pública “Aruê, aruê, aruá, entregar o ano velho que um novo vai chegar”.

Foto: Ana Maria Simono

Lugar paradisíaco para conhecer, se aconchegar e desbravar, em meio às histórias de gente que mantém a tradição da pesca, a identidade cultural, a memória e a relação fundamental com a natureza.

A Associação Cultural de Matarandiba, a Ascomat, ajuda a preservar a cultura local, com projetos, estímulos, atividades e empreendimentos solidários desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Dow Química, que extrai sal-gema da região.

E a economia, na ilha, faz da cooperação e do trabalho voltado ao consumo local caminhos possíveis para ampliar a geração de renda.

A terra singular nas histórias, raízes e no cenário de cartão postal ainda não invadido pela corrente do turismo tem também moeda própria. A “Concha” (C$), como é chamada, equivale ao real e circula desde 2008 na localidade, ressignificando as relações de mercado junto à comunidade e estimulando que o consumo seja revertido em moeda para a própria região. A moeda social é gerida pelo Banco Comunitário Ilhamar, que disponibiliza serviços financeiros solidários para a comunidade, e é uma das pouco mais de 100 moedas desse tipo que circulam no território nacional, segundo dados da Secretaria de Economia Solidária, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

O lugar paradisíaco, de moeda própria e atrativos naturais, não fica muito longe da capital baiana. Do Terminal São Joaquim, em Salvador, saem de hora em hora ferry boats que levam visitantes e moradores para a travessia além-mar. A passagem – R$ 5 reais para pedestres – assegura a chegada a Mar Grande, de onde saem topiques com destino direto a Matarandiba.

Para quem vai de carro, a dica é pegar a estrada de Vera Cruz, sentido Ponte do Funil. A entrada da vila fica na sede da Daw Química, e o percurso de Mar Grande a Matarandiba leva cerca de 20 a 30 minutos, entre asfalto e chão batido, em Itaparica.

Se vale a pena? Além da grande área verde de Mata Atlântica, visível durante todo o caminho, a Ilha de Matarandiba reserva um cantinho particular de trilhas e praias paradisíacas. A sugestão, para quem quer aproveitar um pouco mais dessa energia singular, é o passeio de barco que te leva à Fonte do Tororó, uma pequena corrente de água doce que escorre em meio à vegetação e encontra o mar da baía.

Foto: Ana Maria Simono

Tem coisa melhor que esse encontro da natureza para reenergizar a alma? Chame os amigos, convoque o mozão ou se jogue, de peito aberto, na “aventura solo”. Matarandiba vale a parada, a pedida, a estrada, o fim de tarde, a brisa fresca e o papo aberto com a comunidade local. A Bahia, “minamiga”, tem é história, e dá pra ouvir um pouco de toda a narrativa de braços abertos para o mar. Bora lá?

  • O quê? Vila de Matarandiba
  • Onde? Na contracosta de Itaparica, a 26km de Mar Grande
  • Como? De ferry-boat, partindo do Bom Despacho, em Salvador, ou de lancha, via Terminal da França. Chegando em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, existem pelo menos 2 opções: partir de carro sentido estrada do Funil ou embarcar na topique com destino a Matarandiba.
  • Por quê? Além da vegetação de Mata Atlântica e das praias paradisíacas, a Vila de Matarandiba é conhecida pela riqueza das manifestações culturais e pela moeda social, gerida pelo Banco Comunitário, que estimula a economia solidária na região.
  • #Dica: Passeio de barco com parada na Fonte do Tororó (procurar pelo barqueiro “Buba”, próximo à mercearia)

Confira outras fotos da Ilha de Matarandiba:

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Circuito cultural na capital baiana: saiba mais sobre os espaços de arte e cultura que oferecem programação diversificada para o público em Salvador

De música a dança, performance, teatro, cinema e exposição – sem deixar de fora, claro, a sempre bem-vinda cervejinha de toda sexta – o programa da última semana reuniu, na mesa de bar, vozes da cultura, representantes de grupos artísticos, produtores, diretores, amantes das artes e das manifestações populares para um bate-papo descontraído, pautado apenas pelas conexões que se formam quando o foco é o fortalecimento dos espaços culturais em Salvador.

Nada de concorrência, nenhuma disputa e desafio só se for de bebida, porque, nos estúdios, o programa resenheiro chegou agregando, unindo interesses, projetos, propostas, incitando ao movimento e convidando para a saideira, como fazem tradicionalmente as boas mesas de bar.

Os convidados da rodada, Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC, e Djalma Thurler, do Ateliê Voador, vieram rechear a agenda cultural de quem não perde uma boa programação na capital baiana e levaram consigo as nuances, os detalhes, desafios, inspirações e aspirações de quem trabalha com cultura em Salvador.

Para além de uma lista de eventos culturais na cidade, eles deixaram, na mesa de bar, um pouco da ideologia dos espaços, das propostas, do movimento que têm buscado para ampliar os espaços de fala e de discussão.

João Carlos de Oliveira, do IPAC, falou sobre o complexo do Museu de Arte Moderna, sobre os prédios inaugurados originalmente no século XVII que foram reabertos à população e agora abrigam exposições de artistas reconhecidos, sobre a singularidade do pôr do sol na Baía de Todos os Santos, sobre a apropriação necessária da população quanto ao local e também sobre o CineMAM, com o Circuito Saladearte, que volta depois de 7 anos com uma nova configuração.

No campo das artes cênicas, o diretor Djalma Thurler convidou o público em geral para o espetáculo Cabaré Vibrátil, uma comédia inspirada na estética dos cabarés alemães que faz da cena, no teatro Vila Velha, palco aberto para falar sobre identidade, diversidade e representação.

Ainda no campo das performances artísticas e trazendo para o debate a resistência, o protagonismo feminino e a cultura, a artista Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, nos Barris, falou sobre as atividades desenvolvidas no espaço cultural feminista que prioriza o trabalho político e poético das mulheres, na capital baiana.

E como o #Dicas gosta mesmo de representatividade feminina na arte, na cultura e na mesa de bar, quem fechou a roda da última sexta-feira foi a produtora Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, a primeira feira artística feminista de Salvador.

Se a conversa foi boa? Tem formato de bar, cerveja na mesa, música, mas o papo é sério e a cara do programa é de encontro bom, afetividade, vivência, compartilhamento, expansão.

A edição completa você confere através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/461280668025778/.

E as #dicas para a #SaideiraCultural na capital baiana você acompanha no Instagram @dicasdasaideira.

Cinema e degustação de cerveja, combinação perfeita para assistir documentário patrocinado pela AmBev

Você que é entendido dos paranauês etílicos, me diga aí, vá: por um acaso, existe esse negócio de cerveja perfeita pra todo mundo?🍺😜 Pois é, sacaninha!O diretor Heitor Dhalia, em parceria com a Cervejaria AmBev, embarcou numa viagem de 10.000 km no universo cervejeiro só pra buscar resposta pra essa provocação (eu também adoro um desafio cervejeiro.  Heitorzinho, me chama pra produzir a continuação?!)💃

O resultado é o documentário “Em busca da cerveja perfeita”, que estreou na última quinta-feira, 18, no Espaço Itaú Glauber Rocha,  e segue em cartaz até o dia  31, sempre às 21h

Para os amantes de cerveja, é uma viagem de imersão na  origem dos insumos, nas escolas e estilos existentes, além do recorte dos especialistas na bebida em todo o mundo. Vem com a gente?!

Eu vou assistir só pra saber se esse abençoado achou a tal da cerveja perfeita….eu tenho meus palpites, mas eles são muitos, tipo uma grade, compreende? 🍺👌♥

Queria saber sobre a parte da cerveja gratuita né? A cada edição, a AmBev vai fazer uma rodada de degustação com o público. Que combinação perfeita : cinema, cerveja e aquele espaço lindo que é o Cine Glauber.
#DicasDaSaideira #beer #Cerveja #gelada #cinema

Rolezinho do Dicas da Saideira: saiba mais sobre esse projeto para quem gosta de “botecar”

“Salve, salve, nação cervejeira!”. Se você já ouviu esse bordão, provavelmente já assistiu à live do Dicas da Saideira, programa que vai ao ar às sextas, a partir das 17h, na programação online do Aratu On. A atração reúne, como o próprio nome sugere, dicas de bares em Salvador para quem gosta de bons petiscos e bebidas. Mas não para por aí: a fim de levar a experiência para o público que gosta de “botecar” na cidade, o Dicas criou o projeto “Rolezinho”.

É muito simples: quem quiser participar paga uma taxa única de R$ 80, que inclui uma rodada de bebida e de petiscos. Um veículo alugado sai de um local combinado, e leva esse grupo para três bares da capital baiana. Além disso, nós ainda temos direito à um open bar dentro do transporte que, nesta edição, foi patrocinado pela cerveja Cacildis, que faz uma homenagem ao saudoso humorista Mussum. No último sábado (13/7), o Rolezinho do Dicas teve sua 3ª edição e uma galera animada conheceu a Quitanda do Baianinho, Feijão da Fará e o bar Pai Inácio.

Pegamos o micro-ônibus em frente ao Shopping da Bahia, às 11h da manhã do sábado, e seguimos para a Rua Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho, onde fica a Quitanda do Baianinho. O lugar já é bastante conhecido pela variedade de cachaças que possui para venda. Local ideal para quem gosta de uma boa bebida, lá experimentamos batidas de coco, goiaba e limão, misturadas com cachaça, e a Kiricó, produzida em Mata de São João.

Messias Rocha, 54, é advogado e economista, mas preferiu se aventurar no ramo cachaceiro. O projeto do Quitanda nasceu nas ruas da cidade de Salvador, mais precisamente na Feira da Cidade. “A minha história com a cachaça é que eu sempre fui admirador, apreciador e colecionador, e acabei descobrindo nesse mercado um nicho, que era justamente levar informações sobre a cachaça para as pessoas”, contou ele.

O bar tem espaço para degustação das bebidas, além de servir diversas comidas, como o caldo verde com bacon, que nós experimentamos. Messias também adiantou que os dias mais cheios são as sextas e sábados, então, caso queira conhecer, se programe para garantir sua mesa! Os preços das cachaças variam entre R$ 25 e R$ 500. “A cachaça têm um público muito grande de consumidores para atender. Tanto têm aqueles que querem só pra uma caipirinha, como tem aquele apreciador, que quer um produto mais elaborado. A gente consegue atender todo esse público”, disparou o dono da Quitanda do Baianinho.

Saindo de lá, seguimos direto para o bairro de Santa Mônica, mais precisamente para a Rua Dr. Aristídes de Oliveira, onde fica o famoso Feijão da Fará. O bar tem uma área coberta, mas também oferece mesas ao ar livre, debaixo de um enorme pé de árvore, de um jeito bem ‘raíz’. Lá, curtimos uma boa cervejinha, servida com pastéis de bacalhau, abará, e claro, o feijão feito pela própria Fará, dona do estabelecimento.

Faraildes Ferreira Santos, ou melhor, Fará 69 anos, cozinha e administra o restaurante e bar, aberto há 29 anos. “O carro-chefe da casa é o Feijão da Fará, depois tem o cozido, dia de quinta-feira, e temos também a costelinha de porco com farofa de manteiga, campeã do Comida di Buteco”, contou ela. As comidas por lá custam a partir de R$ 12 reais, e além das bebidas tradicionais, tem também o cravinho da Fará, para quem gosta de experimentar coisas novas.

Mesmo de barriga cheia, o Rolezinho ainda tinha um lugar para visitar, então tomamos nosso rumo de volta para o Rio Vermelho, para finalizar o dia no Pai Inácio, bar que fica no antigo Mercado do Peixe, e já se tornou uma das rotas dos soteropolitanos. Tomamos mais uma rodada de cerveja, e provamos os pastéis de queijo da casa, ao som da dupla sertaneja Julio e Jonathan.

Com 3 anos de casa, o Pai Inácio já se consolidou como um dos locais mais animados da capital baiana, oferecendo música ao vivo de quarta a domingo. Segundo o gerente do local, Carlos Alberto, 54, o domingo tem sido o dia mais cheio, principalmente por conta de um projeto que reúne artistas para cantar música sertaneja de raíz. O couvert artístico varia de R$ 5 a R$ 25, e as bebidas, a partir de R$ 9,99, dependendo do dia. Finalizamos o passeio ali, pertinho do mar da Praia do Rio Vermelho, com aquele céu de fim de tarde que só Salvador tem.

No fim, o Rolezinho é a dica ideal para quem, assim como eu, gosta de petiscar, beber e aproveitar o dia sem se preocupar com a conta. Também é uma boa oportunidade para conhecer pessoas que curtem isso tanto quanto você. A próxima edição acontece em setembro, e assim como garantiu Marcela Souza, idealizadora e apresentadora do Dicas da Saideira, será ainda melhor. E aí, te vejo lá?

Dicas da Saideira homenageia Mussum em edição especial sobre o ícone do humor que agora estampa rótulos de cerveja em cerca de 10 estados brasileiros

Dos Originais do Samba, na década de 60, para a trupe dos Trapalhões, onde ganhou o mundo, o ator e humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, o “Mussum”, deu um grande salto;  mas quase 25 anos depois de sair de cena,  além de se eternizar na história do humor brasileiro, ele está também nas mesas cervejeiras de todo o país.

A marca registrada virou rótulo distribuído em mais de 10 estados, de todas as regiões do Brasil, quando o filho do humorista, Sandro Gomes, resolveu homenagear Mussum e, com o publicitário Diogo Mello, lançou a “Biritis”, uma Vienna Lager especialmente produzida para proporcionar, ao consumidor, um “mé” que desce beleza levando as clássicas expressões do ator para uma experiência etílica cheia de personalidade na mesa de bar.

“O Sandro, quando surgiu a ideia de fazer a cervejaria, falou, brincando, uma frase que acabou se tornando emblemática para o projeto, que é ‘pera aí, pera aí, que para o resto do mundo é o Mussum, mas para mim é o meu pai´. Ele quis dizer com isso que não colocaria nada ali dentro da garrafa que não fosse tão incrível quanto as coisas que o Mussum já fez na vida”, pontuou o publicitário Diogo Mello, sobre a iniciativa que surgiu no carnaval de 2011.
De acordo com ele, a segunda parte do sonho – colocar o Mussum de volta no dia a dia das pessoas – tem se concretizado junto ao Grupo Petrópolis que, em parceria com a Brassaria Ampolis, lançou, em 2014, a Pilsen “Cacildis”. Depois dela, vieram também a “Ditriguis” e a “Forévis”, em uma série que aposta nos neologismos clássicos do personagem para proporcionar uma #saideira cheia de memória afetiva para quem não perde a resenha etílica de um bom bar com os amigos.

Foi pensando em unir essa série cheia de “saúdis” que o Dicas da última semana convidou, para a 68ª rodada, o publicitário Thiago Souza e a enfermeira Paulina Bárbara Silva, que participaram de um #Quizz da Saideira com direito a muitos copos de Cacildis para matar a sede.

Se foi bom? Foi é barril! Dobrado!

Afinal, quem é que não se lembra das cenas, dos neologismos, do chapéu e dos “trejeitis” do trapalhão que conquistou o público com as caretas mais divertidas da TV aberta?

Homenageando Mussum – e lembrando os 25 anos que se completam em julho, sem o humorista – o Dicas da Saideira trouxe, na rodada, uma entrevista exclusiva com o filho do ator, Sandro Gomes, responsável pelo lançamento das cervejas.

E na harmonização com o som da edição, claro, deu samba! Marquinhos do Cavaco colocou todo mundo para dançar nos estúdios da TV Aratu.

Confira o programa completo através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/2871599026203318/.

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