Saiba mais sobre “rolês diferentões”, propostas inusitadas e circuitos alternativos para se divertir na capital baiana

Nem só de bar em bar vive a saideira. É que na capital baiana, onde monumentos históricos chamam a atenção para um dos municípios mais antigos da América, de um lado, e, de outro, saltam aos olhos as praias de águas mansas e cristalinas, as opções para diversão, descobertas, entretenimento e conexões não estão apenas vinculadas ao universo etílico-gastronômico.

Entre Cidade Alta e Cidade Baixa, além dos sempre movimentados botecos amados de cada dia, estão também estabelecimentos comerciais, prédios históricos, centros urbanos, largos, museus, institutos, parques, diques, costas, áreas de preservação ambiental, universidades, praças, fortes, encostas, ladeiras, esquinas – cada qual com sua própria singularidade na arte de contar histórias e favorecer a construção de narrativas.

Agora veja: quão incrível seria se, além de imaginar todos esses pontos, de vislumbrar, de longe, as fachadas, prédios antigos e a faixa litorânea da baía, você pudesse também experimentar o que esses espaços urbanos têm a oferecer, sentir de perto os ares, chegar junto aos espaços de cultura e lazer?

É com essa proposta, de democratizar, de somar esforços, energias e possibilidades que o Coletivo Ser Yoga tem levado um número cada vez maior de pessoas a diferentes pontos da cidade.

Com o intuito de ocupar, incluir, possibilitar, experenciar e unir através de práticas de Yoga, o Coletivo conta com 18 professores que conduzem as atividades abertas ao público.

Como tem sido a #saideira de quem topa se arriscar na prática, por lá?

Dizem as boas línguas que a integração do Yoga é tão poderosa quanto uma boa mesa de bar.

Será?!

Impulsionado por esse movimento, dos caminhos alternativos possíveis para a saideira, em Salvador, o programa da última semana levou para os estúdios da TV Aratu Thainá Ribeiro, integrante do Coletivo Ser Yoga, que falou sobre a iniciativa.

E, como depois de relaxar há sempre um espaço para a resenha, na saideira, o programa convidou também o cantor Valter das Virgens, que ficou conhecido após anunciar, nas redes sociais, a realização da 1ª Peladatona de Salvador, uma maratona nudista que prometia encher a Barra com atletas completamente nus para a disputa.

Embora a corrida tenha ficado para o próximo ano, o evento gerou repercussão, na capital baiana.

Será que essa moda pega?

Em países como a Espanha, disputas como a a Sopelana, no litoral norte, reúnem dezenas de naturistas, durante a maré baixa, para a competição. Na Argentina, a Reserva Naturista Yatan Rumi sedia, há 13 anos, a Cross Nudista, com percursos de 3km e 4km pelas serras de Córdoba. E na Letônia, dizia-se que a “corrida de peladões”, no solstício de verão, surgiu ainda durante as antigas tradições.

Em Salvador, Valter das Virgens explicou que a corrida aconteceria no período da noite, com concentração às 23h e destino final previsto para o Farol da Barra. Não seriam permitidos, segundo ele, sexo ou qualquer ato pornográfico. Os competidores usariam apenas um par de meias e tênis.

Vereadores da capital, entretanto, não gostaram da ideia e aprovaram uma moção de repúdio ao evento, que, segundo o organizador, deve acontecer no próximo ano e não em setembro, como havia sido anteriormente anunciado.

Enquanto a corrida não sai, Valter das Virgens promove uma festa em que a regra geral é “todo mundo nu”. Será que cola?

No programa, o cantor falou mais sobre a proposta e ressaltou alguns detalhes do evento.

O som da rodada ficou por conta de Jane Cordeiro, que convocou todo mundo para curtir a música pelo embalo da “sofrência”.

Quer saber mais do que rolou nessa mistura eclética de propostas inusitadas para você curtir a saideira? Então fique ligado no programa: https://www.facebook.com/aratuon/videos/2426646634260433/

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Cenário de cartão postal, praias paradisíacas, cultura, memória coletiva e economia solidária na Bahia: saiba mais sobre a Ilha de Matarandiba

Na Ilha de Vera Cruz, a 26km de Mar Grande, do lado de lá da Baía de Todos os Santos, para quem está acostumado a circular apenas pela capital, a vegetação esconde um paraíso a céu aberto na Bahia.

“Abraçada”, na contracosta de Itaparica, a Vila de Matarandiba, que reúne cerca de 900 habitantes, em área de Mata Atlântica preservada, é praticamente uma “ilha dentro da ilha”.

E, embora a vila tenha virado notícia em 2018, quando uma grande cratera de 83,5 metros de comprimento e mais de 40 metros de profundidade se abriu, na região, chamando a atenção de pesquisadores, biólogos, da Agência Nacional de Mineração e da imprensa nacional, movimento intenso não é a regra entre os moradores de Matarandiba.

É que a vila de pescadores, que tira, do ato de “mariscar”, o sustento para muitas famílias, encontra no ecossistema marinho e na própria forma de interagir com a natureza o equilíbrio para manter a riqueza natural que salta aos olhos, na terra de águas mansas e calmaria.

A vida por lá tem ar de interior. O céu desponta cedo e quem chega de fora é logo notado, porque o morador da ilha conhece bem o vizinho e o vizinho do vizinho, que é primo do dono da mercearia, irmão do rapaz do quiosque, amigo do dono da pousada local, nessa rede de rostos conhecidos que de imediato se atinam quando alguém que não é de lá chega pra dar um mergulho na praia.

Mas a chegada é bem-vinda, e a natureza, acolhedora. Mar aberto, pra pisar descalço e sentir os pés na areia que é areia, mas parece lama, no ecossistema costeiro de transição entre os biomas terrestre e marinho.

A cor da água, o lodo, dizem logo de cara sobre a predominância de manguezais na região e enquanto a imensidão do mar parece demasiadamente convidativa, a vila conta sobre a diversidade de manifestações da cultura popular no local.

Foto: Ana Maria Simono

Samba de roda, festa de São Gonçalo, história de “Zé do Vale”, cantoria de casa em casa, nos festejos tradicionais. E quando o mês de dezembro anuncia a virada de um novo ciclo, a comunidade se reúne, cantando de rua em rua até a praça pública “Aruê, aruê, aruá, entregar o ano velho que um novo vai chegar”.

Foto: Ana Maria Simono

Lugar paradisíaco para conhecer, se aconchegar e desbravar, em meio às histórias de gente que mantém a tradição da pesca, a identidade cultural, a memória e a relação fundamental com a natureza.

A Associação Cultural de Matarandiba, a Ascomat, ajuda a preservar a cultura local, com projetos, estímulos, atividades e empreendimentos solidários desenvolvidos em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Dow Química, que extrai sal-gema da região.

E a economia, na ilha, faz da cooperação e do trabalho voltado ao consumo local caminhos possíveis para ampliar a geração de renda.

A terra singular nas histórias, raízes e no cenário de cartão postal ainda não invadido pela corrente do turismo tem também moeda própria. A “Concha” (C$), como é chamada, equivale ao real e circula desde 2008 na localidade, ressignificando as relações de mercado junto à comunidade e estimulando que o consumo seja revertido em moeda para a própria região. A moeda social é gerida pelo Banco Comunitário Ilhamar, que disponibiliza serviços financeiros solidários para a comunidade, e é uma das pouco mais de 100 moedas desse tipo que circulam no território nacional, segundo dados da Secretaria de Economia Solidária, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

O lugar paradisíaco, de moeda própria e atrativos naturais, não fica muito longe da capital baiana. Do Terminal São Joaquim, em Salvador, saem de hora em hora ferry boats que levam visitantes e moradores para a travessia além-mar. A passagem – R$ 5 reais para pedestres – assegura a chegada a Mar Grande, de onde saem topiques com destino direto a Matarandiba.

Para quem vai de carro, a dica é pegar a estrada de Vera Cruz, sentido Ponte do Funil. A entrada da vila fica na sede da Daw Química, e o percurso de Mar Grande a Matarandiba leva cerca de 20 a 30 minutos, entre asfalto e chão batido, em Itaparica.

Se vale a pena? Além da grande área verde de Mata Atlântica, visível durante todo o caminho, a Ilha de Matarandiba reserva um cantinho particular de trilhas e praias paradisíacas. A sugestão, para quem quer aproveitar um pouco mais dessa energia singular, é o passeio de barco que te leva à Fonte do Tororó, uma pequena corrente de água doce que escorre em meio à vegetação e encontra o mar da baía.

Foto: Ana Maria Simono

Tem coisa melhor que esse encontro da natureza para reenergizar a alma? Chame os amigos, convoque o mozão ou se jogue, de peito aberto, na “aventura solo”. Matarandiba vale a parada, a pedida, a estrada, o fim de tarde, a brisa fresca e o papo aberto com a comunidade local. A Bahia, “minamiga”, tem é história, e dá pra ouvir um pouco de toda a narrativa de braços abertos para o mar. Bora lá?

  • O quê? Vila de Matarandiba
  • Onde? Na contracosta de Itaparica, a 26km de Mar Grande
  • Como? De ferry-boat, partindo do Bom Despacho, em Salvador, ou de lancha, via Terminal da França. Chegando em Mar Grande, na Ilha de Itaparica, existem pelo menos 2 opções: partir de carro sentido estrada do Funil ou embarcar na topique com destino a Matarandiba.
  • Por quê? Além da vegetação de Mata Atlântica e das praias paradisíacas, a Vila de Matarandiba é conhecida pela riqueza das manifestações culturais e pela moeda social, gerida pelo Banco Comunitário, que estimula a economia solidária na região.
  • #Dica: Passeio de barco com parada na Fonte do Tororó (procurar pelo barqueiro “Buba”, próximo à mercearia)

Confira outras fotos da Ilha de Matarandiba:

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Foto: Ana Maria Simono

Circuito cultural na capital baiana: saiba mais sobre os espaços de arte e cultura que oferecem programação diversificada para o público em Salvador

De música a dança, performance, teatro, cinema e exposição – sem deixar de fora, claro, a sempre bem-vinda cervejinha de toda sexta – o programa da última semana reuniu, na mesa de bar, vozes da cultura, representantes de grupos artísticos, produtores, diretores, amantes das artes e das manifestações populares para um bate-papo descontraído, pautado apenas pelas conexões que se formam quando o foco é o fortalecimento dos espaços culturais em Salvador.

Nada de concorrência, nenhuma disputa e desafio só se for de bebida, porque, nos estúdios, o programa resenheiro chegou agregando, unindo interesses, projetos, propostas, incitando ao movimento e convidando para a saideira, como fazem tradicionalmente as boas mesas de bar.

Os convidados da rodada, Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, João Carlos de Oliveira, diretor do IPAC, e Djalma Thurler, do Ateliê Voador, vieram rechear a agenda cultural de quem não perde uma boa programação na capital baiana e levaram consigo as nuances, os detalhes, desafios, inspirações e aspirações de quem trabalha com cultura em Salvador.

Para além de uma lista de eventos culturais na cidade, eles deixaram, na mesa de bar, um pouco da ideologia dos espaços, das propostas, do movimento que têm buscado para ampliar os espaços de fala e de discussão.

João Carlos de Oliveira, do IPAC, falou sobre o complexo do Museu de Arte Moderna, sobre os prédios inaugurados originalmente no século XVII que foram reabertos à população e agora abrigam exposições de artistas reconhecidos, sobre a singularidade do pôr do sol na Baía de Todos os Santos, sobre a apropriação necessária da população quanto ao local e também sobre o CineMAM, com o Circuito Saladearte, que volta depois de 7 anos com uma nova configuração.

No campo das artes cênicas, o diretor Djalma Thurler convidou o público em geral para o espetáculo Cabaré Vibrátil, uma comédia inspirada na estética dos cabarés alemães que faz da cena, no teatro Vila Velha, palco aberto para falar sobre identidade, diversidade e representação.

Ainda no campo das performances artísticas e trazendo para o debate a resistência, o protagonismo feminino e a cultura, a artista Nirlyn Seijas, da Casa Rosada, nos Barris, falou sobre as atividades desenvolvidas no espaço cultural feminista que prioriza o trabalho político e poético das mulheres, na capital baiana.

E como o #Dicas gosta mesmo de representatividade feminina na arte, na cultura e na mesa de bar, quem fechou a roda da última sexta-feira foi a produtora Lívia Ribeiro, do BaZá RoZê, a primeira feira artística feminista de Salvador.

Se a conversa foi boa? Tem formato de bar, cerveja na mesa, música, mas o papo é sério e a cara do programa é de encontro bom, afetividade, vivência, compartilhamento, expansão.

A edição completa você confere através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/461280668025778/.

E as #dicas para a #SaideiraCultural na capital baiana você acompanha no Instagram @dicasdasaideira.

Cinema e degustação de cerveja, combinação perfeita para assistir documentário patrocinado pela AmBev

Você que é entendido dos paranauês etílicos, me diga aí, vá: por um acaso, existe esse negócio de cerveja perfeita pra todo mundo?🍺😜 Pois é, sacaninha!O diretor Heitor Dhalia, em parceria com a Cervejaria AmBev, embarcou numa viagem de 10.000 km no universo cervejeiro só pra buscar resposta pra essa provocação (eu também adoro um desafio cervejeiro.  Heitorzinho, me chama pra produzir a continuação?!)💃

O resultado é o documentário “Em busca da cerveja perfeita”, que estreou na última quinta-feira, 18, no Espaço Itaú Glauber Rocha,  e segue em cartaz até o dia  31, sempre às 21h

Para os amantes de cerveja, é uma viagem de imersão na  origem dos insumos, nas escolas e estilos existentes, além do recorte dos especialistas na bebida em todo o mundo. Vem com a gente?!

Eu vou assistir só pra saber se esse abençoado achou a tal da cerveja perfeita….eu tenho meus palpites, mas eles são muitos, tipo uma grade, compreende? 🍺👌♥

Queria saber sobre a parte da cerveja gratuita né? A cada edição, a AmBev vai fazer uma rodada de degustação com o público. Que combinação perfeita : cinema, cerveja e aquele espaço lindo que é o Cine Glauber.
#DicasDaSaideira #beer #Cerveja #gelada #cinema

Rolezinho do Dicas da Saideira: saiba mais sobre esse projeto para quem gosta de “botecar”

“Salve, salve, nação cervejeira!”. Se você já ouviu esse bordão, provavelmente já assistiu à live do Dicas da Saideira, programa que vai ao ar às sextas, a partir das 17h, na programação online do Aratu On. A atração reúne, como o próprio nome sugere, dicas de bares em Salvador para quem gosta de bons petiscos e bebidas. Mas não para por aí: a fim de levar a experiência para o público que gosta de “botecar” na cidade, o Dicas criou o projeto “Rolezinho”.

É muito simples: quem quiser participar paga uma taxa única de R$ 80, que inclui uma rodada de bebida e de petiscos. Um veículo alugado sai de um local combinado, e leva esse grupo para três bares da capital baiana. Além disso, nós ainda temos direito à um open bar dentro do transporte que, nesta edição, foi patrocinado pela cerveja Cacildis, que faz uma homenagem ao saudoso humorista Mussum. No último sábado (13/7), o Rolezinho do Dicas teve sua 3ª edição e uma galera animada conheceu a Quitanda do Baianinho, Feijão da Fará e o bar Pai Inácio.

Pegamos o micro-ônibus em frente ao Shopping da Bahia, às 11h da manhã do sábado, e seguimos para a Rua Oswaldo Cruz, no Rio Vermelho, onde fica a Quitanda do Baianinho. O lugar já é bastante conhecido pela variedade de cachaças que possui para venda. Local ideal para quem gosta de uma boa bebida, lá experimentamos batidas de coco, goiaba e limão, misturadas com cachaça, e a Kiricó, produzida em Mata de São João.

Messias Rocha, 54, é advogado e economista, mas preferiu se aventurar no ramo cachaceiro. O projeto do Quitanda nasceu nas ruas da cidade de Salvador, mais precisamente na Feira da Cidade. “A minha história com a cachaça é que eu sempre fui admirador, apreciador e colecionador, e acabei descobrindo nesse mercado um nicho, que era justamente levar informações sobre a cachaça para as pessoas”, contou ele.

O bar tem espaço para degustação das bebidas, além de servir diversas comidas, como o caldo verde com bacon, que nós experimentamos. Messias também adiantou que os dias mais cheios são as sextas e sábados, então, caso queira conhecer, se programe para garantir sua mesa! Os preços das cachaças variam entre R$ 25 e R$ 500. “A cachaça têm um público muito grande de consumidores para atender. Tanto têm aqueles que querem só pra uma caipirinha, como tem aquele apreciador, que quer um produto mais elaborado. A gente consegue atender todo esse público”, disparou o dono da Quitanda do Baianinho.

Saindo de lá, seguimos direto para o bairro de Santa Mônica, mais precisamente para a Rua Dr. Aristídes de Oliveira, onde fica o famoso Feijão da Fará. O bar tem uma área coberta, mas também oferece mesas ao ar livre, debaixo de um enorme pé de árvore, de um jeito bem ‘raíz’. Lá, curtimos uma boa cervejinha, servida com pastéis de bacalhau, abará, e claro, o feijão feito pela própria Fará, dona do estabelecimento.

Faraildes Ferreira Santos, ou melhor, Fará 69 anos, cozinha e administra o restaurante e bar, aberto há 29 anos. “O carro-chefe da casa é o Feijão da Fará, depois tem o cozido, dia de quinta-feira, e temos também a costelinha de porco com farofa de manteiga, campeã do Comida di Buteco”, contou ela. As comidas por lá custam a partir de R$ 12 reais, e além das bebidas tradicionais, tem também o cravinho da Fará, para quem gosta de experimentar coisas novas.

Mesmo de barriga cheia, o Rolezinho ainda tinha um lugar para visitar, então tomamos nosso rumo de volta para o Rio Vermelho, para finalizar o dia no Pai Inácio, bar que fica no antigo Mercado do Peixe, e já se tornou uma das rotas dos soteropolitanos. Tomamos mais uma rodada de cerveja, e provamos os pastéis de queijo da casa, ao som da dupla sertaneja Julio e Jonathan.

Com 3 anos de casa, o Pai Inácio já se consolidou como um dos locais mais animados da capital baiana, oferecendo música ao vivo de quarta a domingo. Segundo o gerente do local, Carlos Alberto, 54, o domingo tem sido o dia mais cheio, principalmente por conta de um projeto que reúne artistas para cantar música sertaneja de raíz. O couvert artístico varia de R$ 5 a R$ 25, e as bebidas, a partir de R$ 9,99, dependendo do dia. Finalizamos o passeio ali, pertinho do mar da Praia do Rio Vermelho, com aquele céu de fim de tarde que só Salvador tem.

No fim, o Rolezinho é a dica ideal para quem, assim como eu, gosta de petiscar, beber e aproveitar o dia sem se preocupar com a conta. Também é uma boa oportunidade para conhecer pessoas que curtem isso tanto quanto você. A próxima edição acontece em setembro, e assim como garantiu Marcela Souza, idealizadora e apresentadora do Dicas da Saideira, será ainda melhor. E aí, te vejo lá?

Dicas da Saideira homenageia Mussum em edição especial sobre o ícone do humor que agora estampa rótulos de cerveja em cerca de 10 estados brasileiros

Dos Originais do Samba, na década de 60, para a trupe dos Trapalhões, onde ganhou o mundo, o ator e humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, o “Mussum”, deu um grande salto;  mas quase 25 anos depois de sair de cena,  além de se eternizar na história do humor brasileiro, ele está também nas mesas cervejeiras de todo o país.

A marca registrada virou rótulo distribuído em mais de 10 estados, de todas as regiões do Brasil, quando o filho do humorista, Sandro Gomes, resolveu homenagear Mussum e, com o publicitário Diogo Mello, lançou a “Biritis”, uma Vienna Lager especialmente produzida para proporcionar, ao consumidor, um “mé” que desce beleza levando as clássicas expressões do ator para uma experiência etílica cheia de personalidade na mesa de bar.

“O Sandro, quando surgiu a ideia de fazer a cervejaria, falou, brincando, uma frase que acabou se tornando emblemática para o projeto, que é ‘pera aí, pera aí, que para o resto do mundo é o Mussum, mas para mim é o meu pai´. Ele quis dizer com isso que não colocaria nada ali dentro da garrafa que não fosse tão incrível quanto as coisas que o Mussum já fez na vida”, pontuou o publicitário Diogo Mello, sobre a iniciativa que surgiu no carnaval de 2011.
De acordo com ele, a segunda parte do sonho – colocar o Mussum de volta no dia a dia das pessoas – tem se concretizado junto ao Grupo Petrópolis que, em parceria com a Brassaria Ampolis, lançou, em 2014, a Pilsen “Cacildis”. Depois dela, vieram também a “Ditriguis” e a “Forévis”, em uma série que aposta nos neologismos clássicos do personagem para proporcionar uma #saideira cheia de memória afetiva para quem não perde a resenha etílica de um bom bar com os amigos.

Foi pensando em unir essa série cheia de “saúdis” que o Dicas da última semana convidou, para a 68ª rodada, o publicitário Thiago Souza e a enfermeira Paulina Bárbara Silva, que participaram de um #Quizz da Saideira com direito a muitos copos de Cacildis para matar a sede.

Se foi bom? Foi é barril! Dobrado!

Afinal, quem é que não se lembra das cenas, dos neologismos, do chapéu e dos “trejeitis” do trapalhão que conquistou o público com as caretas mais divertidas da TV aberta?

Homenageando Mussum – e lembrando os 25 anos que se completam em julho, sem o humorista – o Dicas da Saideira trouxe, na rodada, uma entrevista exclusiva com o filho do ator, Sandro Gomes, responsável pelo lançamento das cervejas.

E na harmonização com o som da edição, claro, deu samba! Marquinhos do Cavaco colocou todo mundo para dançar nos estúdios da TV Aratu.

Confira o programa completo através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/2871599026203318/.

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O Líder: sessentão que comanda o 2 de Julho

Quem vai ao “O Líder”, boteco sessentão instalado no coração do largo Dois de Julho, nunca chega desavisado. Já pelas bandas do Largo – mas antes mesmo de entrar no local – é possível perceber a movimentação vadia na calçada do coroa. Nas velhas mesas do bar, a conversa fiada, num ritmo preguiçoso, denuncia o típico comportamento de quem não tem hora para ir embora.

Conhecido como ponto de encontro da galera de meia idade, intelectuais e artistas, o lugar ganhou fama por ter bom atendimento, oferecer no cardápio – desde o início dos tempos – o sanduíche de pernil, manter a cerveja estupidamente gelada e jamais recusar cliente. Nenhum bebum poderia negar tamanho apreço por sua categoria.

E não bastasse a extensa lista que só reforça a sua boa reputação, pode-se destacar, ainda, outro ponto que, sem dúvidas, é tido como um dos mais valiosos pelos amantes botequeiros: por lá, nunca nos convidam para nos retirar. Isso sim é viver um momento de céu na vida terrena, diga se não? Essa certeza de que o bar estará aberto até altas horas da madruga (exceto aos domingos), por si só, já é um bom motivo para voltar e voltar e voltar e voltar…

São mais de 20 rótulos de cerveja que é pra ninguém ficar sem beber

Por mais absurdo que pareça -e o seja- é até possível que exista algum sujeito por essas quebradas da velha Salvador que nunca tenha visitado o ‘O Líder”, mas o que é totalmente inaceitável é encontrar algum amante de bar que nunca tenha ouvido uma de suas histórias. Pois, meu caro botequeiro, fique você sabendo que, na região do Largo do Dois de Julho, “O Líder” não é só líder. Ele é o rei do pedaço.

MEU ESCRITÓRIO É NO BAR

A primeira vista – e sob um olhar despretensioso – Eduardo Garcia, 47, pode até se passar por mais um cliente. De sorriso discreto e fala mansa, ele tem a cara de um daqueles sujeitos que a gente jura já ter visto em algum lugar, mas pode ser mesmo é impressão! Numa leitura mais caceteira, os adeptos da objetividade diriam apenas: ele tem empatia!

E foi com ela, e a frequência de um cliente assíduo, que Eduardo conquistou a amizade do antigo dono do Bar, o Brito, e , há onze anos, recebeu a proposta de comprar o estabelecimento e comandar, dia a dia, um dos mais tradicionais bares de Salvador. E quem era o dono antes do Brito? Já faz tanto tempo que nem Eduardo conseguiu lembrar….

A época da proposta, Eduardo, um baiano vivendo em Maceió, administrava uma loja de colchões. Ele só voltou para Salvador quando passou de cliente a dono do bar. De família galega, ele diz que “sempre mexeu com comida”. Hoje, comanda a produção e criação na cozinha. Quando perguntado sobre qual o maior desafio à frente de um dos bares mais antigos da cidade, diz: “manter a qualidade, a tradição do lugar, inclusive com os mesmos fornecedores de sempre.

Por: Marcela Souza

Arte, cultura, gastronomia e música: confira lugares da boemia para dançar e curtir a saideira na capital baiana

Fachada de ateliê, espaço de cultura e espírito de boteco. Para além dos tradicionais bares de portas abertas, balcão e mesas à rua, na capital baiana, cantinhos interessantes de ideias, resenha e encontro entre amigos – regados a drinks e cerveja – movimentam a cena cultural da noite soteropolitana.

Foi pensando nesses espaços especiais, de música, boa prosa e resenha liberada que o Dicas da Saideira abriu a rodada da última semana com os convidados Liza Araújo, do ABOCA Centro de Artes, e Ivo Lagge, do Cien Fuegos. No estúdio, eles falaram sobre os ambientes convidativos, que te chamam para aquele “rolê irreverente” quando a pauta é “bebemorar”.

Nas faixas musicais, quem comandou a dança no programa foi o cantor Luisito Gutierrez, que chamou o embalo na latinidade, com merengue, salsa e outros ritmos.

Pra quem gosta de espaço alternativo, as dicas são uma oportunidade de curtir com a galera, tomar aquela gelada e ainda passar a “night” animada ao som de música latina, derramando o suor na pista, ou curtindo de perto as performances do centro de artes, com palco aberto e aquela boa dose de improviso.

Perdeu a rodada e quer saber como foi o agito por lá? Então se ligue no link, que a edição completa está disponível online: https://www.facebook.com/aratuon/videos/559536881237234/. Acompanhe também pelas redes sociais @dicasdasaideira.

E saiba mais sobre os cantinhos da boemia que participaram da 66ª rodada:

ABOCA (Associação Baiana e Observatório de Cultura e Arte):

Créditos: Divulgação ABOCA (@abocacentrodeartes)

Fundada há 5 anos, como espaço de ocupação e manifestação de expressões artísticas e culturais, ABOCA virou local criativo de ideias, de mobilização, artes plásticas, música e poesia. A atmosfera fluida da casa restaurada com materiais reciclados, no coração do centro histórico de Salvador, ganhou melodia quando se tornou ponto de encontro para as reuniões musicais de J. Velloso e hoje o local é reduto de artistas, escritores, atores e entusiastas do cenário cultural, na capital baiana.

Por lá, você encontra um acervo audiovisual e obras de Juarez Paraíso, Carlos Bastos e até Carybé; “mosaico estético das expressões artísticas baianas”, como bem definiu Liza Araújo, ABOCA te convida para falar, se manifestar, se movimentar e transformar as peças de um antigo casarão histórico em ambiente criativo, envolto de arte em todos os sentidos.

Pra melhorar, ainda tem uma pizza de massa artesanal, pra dar aquela força na hora da fome. ABOCA está localizada na Rua dos Marchantes, nº 12, e funciona diariamente a partir das 18h, lembrando que as quartas são especiais no espaço, com programação musical que começa às 20h e termina às 22h, em Santo Antônio Além do Carmo.

CIEN FUEGOS:

Créditos: Divulgação Cien Fuegos (@cienfuegosmexicano)

Especializada em cultura mexicana, a casa alia a culinária típica com um toque baiano. Além de pratos como flautitas, guacamole, tortilhas, burritos e nachos, o Cien Fuegos te leva para conhecer espaços temáticos, com o melhor das cores, da música e das bebidas latinas. Tá bom pra você? Então espere até experimentar o drink mais pedido da casa, “Frida”, que homenageia a ícone mexicana e te leva ao ápice dos sabores do morango, em uma mistura leve e refrescante pelos aromas capazes de tornar, como bem diria Ivo Lagge, representante do Cien Fuegos, “as suas noites mais calientes”.

O estabelecimento funciona de terça a domingo na Rua Alexandre Gusmão, nº 60, no Rio Vermelho, “point” da boemia soteropolitana.

Criatividade e sabor: saiba onde comer petiscos “diferentões” na capital baiana

Uma dose de criatividade, tempero, referências e, claro, uma pitada de ousadia. É com receitas nada tradicionais, fiéis apenas ao inesperado da mesa de bar, que alguns estabelecimentos da capital baiana têm buscado surpreender o cliente com petiscos “diferentões”, pensados “fora da caixa”, para além dos clássicos conhecidos da comida de boteco.

Foi convocando os “diferentões” de Salvador, que não só arriscaram, como arrebataram os paladares soteropolitanos, que o programa da última sexta-feira deu início à resenha semanal.

Pra quem gosta de comer bem e adora um desafio pelos sabores inusitados, ficou difícil escolher entre as opções da mesa de bar nesta rodada.

De “jabá do japa” a “xibiu de mainha”, os participantes desta edição tiveram a oportunidade de viajar gastronomicamente pela fusão da comida oriental com a regional, do “Sushili”, e ainda experimentaram o quitute de Dona Maria Eunice, que virou febre das festas da vizinhança e pedida certeira dos eventos na capital baiana, regado a camarão e vinagrete.

Pra completar, o especialista John Cardoso, sommelier de cervejas, comandou o quizz da rodada, sobre estilos da bebida. A brincadeira começou em degustação e terminou – adivinhem – em bebedeira, resenha e história pra contar na mesa de bar.

O som da edição ficou por conta da banda Mambolada, que completa 19 anos de agito com os embalos da música latina e chamou a galera para descer com o melhor da lambada no programa.

Quer ficar por dentro do que rolou por lá? Assista à edição completa através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/273473773533826/.

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20ª edição do Comida di Buteco: conheça os bares que entram na disputa de sabores em Salvador

A competição que elege o melhor boteco do Brasil, após eliminatórias entre os sabores de 21 cidades, deu início às etapas municipais da competição e, como a #saideira de cada dia só vale mesmo se houver resenha e mesa de bar, o programa da última semana resolveu trazer um pouco da história de alguns dos pratos inscritos para você se deliciar.

Será que vale a pedida?

Nos estúdios da TV Aratu, Ana Claudia, do “Delícias do Mar”, falou sobre o “escondidinho da Ivete”, que promete “levantar poeira” e conquistar o público baiano, com o siri catado do Caminho de Areia. Sérgio Pinto, do “Panela de Barro”, que também participa da competição, não ficou atrás e chamou logo o “escondidinho maluco beleza”, pra ver quem se dava melhor na disputa que – a esta altura – bem parecia musical, entre Raul e Ivete. Mas, aí chegou o “Trio Maravilha” e, embora o arranjo parecesse todo sonoro, é na disputa pelo sabor que os bares deverão se enfrentar diretamente.

Trabalhado na baianidade, jogando pimenta na mesa e explorando as potencialidades de uma mistura harmônica entre comida de raiz, feira livre da Bahia e proximidade com a água, o “Mar e Sol”, apresentado por André Luís, deixou claro que a concorrência não seria fácil.

Se houve unanimidade, no programa, quanto ao melhor prato? Nenhuma. Mas a boa notícia é que dá pra experimentar um pouquinho de cada um. Na comemoração dos 20 anos do Comida di Buteco, os petiscos de todos os bares estão saindo a um “preço amigo” de 20 “dinheiros”. No total, 38 botecos baianos concorrem, de 12 de abril a 12 de maio, entre si, buscando a 1ª colocação.

Tem mais: como a eleição de ícone do sabor envolve não apenas ingrediente, cuidado com o produto, sutileza na montagem, atendimento e apresentação, mas também memória, cheiro, vínculo afetivo (daquela comida que “te abraça”), tradição, identidade e cultura local, no programa, a produção achou que cairia bem, no meio da comilança, um samba de resistência, que apostasse, assim como os bares, em uma proposta “experimental”, mas cheia de repertório, história, mistura, gingado, raiz.

Na 62ª edição do Dicas da Saideira, o papo e a resenha, em clima descontraído, deram espaço a uma mescla: experiência sensorial, musical, gastronômica.

Quem chamou os convidados para a dança foi o ex-diretor musical do grupo Timbalada, Augusto Conceição, filho do grande maestro Vivaldo Conceição, em um projeto laboratório com nome sugestivo: “Vai Kem Ké”.

Se deu certo? Mais que isso. Deu samba! O resultado dessa mistura entre música de qualidade, mesa de bar e disputa gastronômica você confere assistindo ao programa completo através do link: https://www.facebook.com/aratuon/videos/1199102336935094/.

Veja também a lista de botecos que participam da competição em Salvador e Lauro de Freitas, este ano, e fique ligado nas boas pedidas através das redes sociais @dicasdasaideira. A live vai ao ar toda sexta-feira, a partir das 17h30, pelo Facebook do @aratuonline.

Lista de participantes baianos do Comida di Buteco 2019:
1 – Abará da Vovó
2 – Bão Petiscaria
3 – Bar das Meninas
4 – Bar Koisa Nossa (Os Internacionais)
5 – Boteco 31
6 – Boteco Ás de Kopas
7 – Boteco Bieja
8 – Boteco da Mídia
9 – Boteco da Resenha
10 – Boteco do Nenca
11 – Boteco do Piri
12 – Cantina dos Artistas
13 – Caranguejo do Pascoal
14 – Casa de Carmem
15 – Crisana
16. Delícias do Mar
17 – Espetinho do Bakkana
18 – Força’s Bar
19 – Bar Lagoa dos Frades
20 – Lopandra
21 – Mar e Sol
22 – Mocambinho
23 – Navona Bar do Tonho
24 – Nova Alegria
25 – O Cervejeiro Bar
26 – Panela de Barro
27 – Ponte Aérea
28 – Privilege Bar
29 – Quintal Raso da Catarina
30 – Recanto do Pascoal
31 – Recanto Encontro com o Mar
32 – Recanto do Moura
33 – Rio Boteco
34 – Rita da Lambreta
35 – Sushili
36 – Tropos Gatrobar
37 – Villa Gastronômica
38 – Xique Xique

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